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Secretária do estado de Meio Ambiente afirma que a Sabesp “vai melhorar após privatização”
Secretária do estado de Meio Ambiente afirma que a Sabesp “vai melhorar após privatização”
Natália Resende rebateu supostas irregularidades no processo de venda da Estatal
A Secretária do estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, afirmou nesta quarta-feira (24), em entrevista ao Jornal Novabrasil, que a venda da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo foi um processo “participativo” e que rendeu “a maior oferta de todos os tempos”.
A venda da companhia foi concluída na última terça-feira (23), na Bolsa de Valores B3. O governo de São Paulo vendeu 32% dos papeis a companhia por R$ 14,7 bilhões e passou a deter apenas 18,3% da empresa.
O grupo Equatorial Participações e Investimentos foi o único a fazer oferta para assumir o posto. Os demais 17% dos papeis foram vendidos, pelo mesmo preço da ação (R$ 67), a pessoas físicas, jurídicas e funcionários da companhia, o que rendeu mais R$ 7,8 bilhões ao governo paulista.
Servidores, entidades e partidos questionaram a privatização da Sabesp por um preço abaixo do mercado e a um único grupo interessado, que não tem experiência em energia e saneamento.
A secretária declarou que foram feitas “muitas rodada de conversas com prefeituras, órgãos de controle, Ministério Público, Judiciário. Nós começamos em agosto a fazer uma série de rodadas com os 375 municípios que a Sabesp atende. A gente fez uma onsulta pública, 7 audiências públicas e uma última virtual. Foi muito participativo”.
Sobre as alegações de que a empresa não é do ramo, Natália afirmou que a Equatorial é “muito bem conceituada em governança, gestão. A Sabesp vai continuar sendo operadora. Não precisávamos, necessariamente, de alguém com experiência em saneamento, mas alguém bom de governança”. O que, segundo ela, não vai afetar a prestação de serviço:
“Ela vai continuar prestando serviço, agora melhor, porque tem alguém para contribuir na parte de gestão e governança”, declarou.
Veja também:
Em entrevista durante a sabatina com os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo, iniciativa do Jornalismo Novabrasil em parceria com o SBT News, Tabata Amaral questionou, nesta terça-feira (24), o processo de privatização da companhia:
“Venderam a Sabesp, uma única empresa quis comprar e ser a acionista de referência, essa empresa não tem experiência em saneamento básico, ela atua na área de energia, é a pior ranqueada na área de energia, pagou menos pela Sabesp do que a ação é vendida no mercado. Acho importante as pessoas saberem que foi um processo acelerado”, ponderou.
Tabata Amaral afirmou que é com a “Sabesp que temos que contar”. Ela também enfatizou que poderia “perder essa oportunidade para chamar a atenção das pessoas para o que está acontecendo”, sobre as possíveis irregularidades no processo, questionadas pelo Partido dos Trabalhadores no STF.
No último dia 19/7, o ministro Luís Roberto Barroso negou suspender o processo de privatização ao alegar que não havia justificativas de decisão liminar (urgente) durante o regime de plantão. Após a volta do recesso, o ministro Cristiano Zanin, relator da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 1182), deve reanalisar o caso e as supostas irregularidades.



