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Inês de Castro: “Sobreposição de preconceitos”
Inês de Castro: “Sobreposição de preconceitos”
Acolhimento é a palavra que resume as necessidades de idosos LGBT+ no Brasil
A sociedade não acolhe os mais velhos. A sociedade também não acolhe a diversidade de gêneros.
Quando esses dois cenários se sobrepõem, a luta é quase inglória. Dia 28 de junho é o dia internacional do orgulho LGBT+, uma data que faz referência à repressão sofrida por um grupo de pessoas nos anos 60, nos Estados Unidos.
Policiais entraram no bar Stonewall, no bairro do Village, em Nova York, e começaram a agredir travestis.
Dessa data em diante, os protestos só se avolumaram porque, se a gente for pensar com bastante objetividade, todo mundo deveria ter o direito de ser quem é e ser respeitado por isso. Não é complicado.
Mas essa mania que o ser humano tem de decretar o que é certo e o que é errado, como um deve ser, como o outro deve agir… só nos leva a isso mesmo, intolerância, violência e agressão.
Bom lembrar que muitos idosos LGBT+ de hoje passaram a vida se escondendo. Essa é uma questão geracional. Hoje, os jovens são mais livres para manifestar suas orientações, mas nos anos1960, 1970, 1980 essas manifestações eram impensáveis. Foram vidas vividas no esconderijo, no disfarce, na rejeição e na dor.
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Mas, e hoje? Qual é o cenário atual. Hoje chegou o tempo de olhar para as necessidades dessa população sem a hipocrisia de décadas atrás.
De acordo com o Dieese, Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômico, há 38 milhões de idosos no Brasil. 10% são LGBT+. Isso é muita gente. Gente que, como outras pessoas 60+, precisa de acolhimento, um olhar particular sobre seu envelhecimento e atendimento às suas necessidades de idoso. Independentemente de identidade e orientação sexual.



