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Relatora de projeto sobre protagonismo feminino nas escolas defende ideia
Relatora de projeto sobre protagonismo feminino nas escolas defende ideia
Em entrevista à Novabrasil, senadora Soraya Thronicke esclarece que o objetivo é fazer um resgate histórico de mulheres esquecidas pela história
Maria Telkes e Eleanor Raymond, Mary Anderson e Chu Ming Silveira. O que essas mulheres têm em comum? Elas são responsáveis por algumas das invenções que mudaram o mundo, mas nem todas elas foram reconhecidas pelos seus feitos.
A primeira dupla descobriu a energia solar, Mary inventou os limpadores de para-brisas, Chu Ming, por sua vez, é a responsável por inventar o abrigo dos orelhões no Brasil, invenção que seria copiada por outros países, como Colômbia, Peru e Angola.
Com o intuito de acabar com esse esquecimento das contribuições femininas em diversas áreas do conhecimento, a Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal aprovou uma proposta que torna obrigatório o conteúdo feminista nos currículos escolares do ensino fundamental e médio.
O projeto é de autoria da deputada Tábata Amaral (PSB-SP) e altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Antes de ir a plenário, no entanto, o texto precisa ser apreciado na Comissão de Educação.
A respeito do tema, o Jornal Novabrasil ouviu a relatora da CDH, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que destacou a importância do projeto. Segunda ela, “não é que as mulheres não participaram da história do nosso país. Esse fenômeno da invisibilidade feminina, na verdade, é mundial. Por exemplo, existe uma coleção chamada “História, sociedade e cidadania”, com 859 homens citados com relevância, e apenas cerca de 70 mulheres, juntando as notas de rodapé”, afirma a senadora.
Se aprovado em todas as instâncias, se assim podemos dizer, o texto definirá que o chamado conteúdo feminista deverá ser incorporado às disciplinas, como história do Brasil e do mundo e ciências, levando aos educandos o ponto de vista das mulheres e suas conquistas nas áreas social, científica, cultural e política, diante dos avanços da sociedade.
Seria um reparo no conteúdo pedagógico, “os historiadores precisam agora se aprofundar mais nesse assunto, redescobrir as mulheres do Brasil e mostrá-las ao Brasil. Então, a ideia é que os livros didáticos deem destaque à participação feminina na História”, acrescenta Soraya.
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Semana de Valorização das Mulheres
O projeto prevê a criação de uma campanha nacional, a “Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História”. A celebração deverá ocorrer anualmente na segunda semana do mês de março, em alusão ao dia dia 8 de março, em todas as escolas de educação básica.
Sua implementação tem o objetivo de concretizar o princípio constitucional de igualdade entre mulheres e homens. A senadora Soraya explica que, “na justificativa do projeto de Lei existem estudos realizados com meninas que comprovam que, a partir dos seis anos de idade, a baixa auto estima das mulheres se torna uma barreira para o sonhar com papéis de relevância na sociedade”.

