40 anos sem Clara Nunes: sucessos da artista

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12:00 03.04.2023
Jornalismo

40 anos sem Clara Nunes: sucessos da artista

No dia 02 de abril de 2022, completamos exatos 40 anos sem Clara Nunes. Para homenagear uma das mais belas e importantes vozes da nossa história, preparamos duas matérias especiais para você conferir aqui, no site da Novabrasil.  Se ainda não viu a primeira parte, clique aqui para acompanhar. Continue a leitura sobre a história … Continued

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- 03.04.2023 - 12:00
40 anos sem Clara Nunes: sucessos da artista
Nos 40 anos sem Clara Nunes, confira 20 sucessos da artista. | Foto: Reprodução.

No dia 02 de abril de 2022, completamos exatos 40 anos sem Clara Nunes. Para homenagear uma das mais belas e importantes vozes da nossa história, preparamos duas matérias especiais para você conferir aqui, no site da Novabrasil. 

Se ainda não viu a primeira parte, clique aqui para acompanhar.

Continue a leitura sobre a história e carreira da considerada a nona maior voz da música popular brasileira, pela Revista Rolling Stone Brasil. Além disso, ao final da matéria, confira 20 sucessos na voz da artista.

Nos 40 anos sem Clara Nunes, confira 20 sucessos da artista
Nos 40 anos sem Clara Nunes, confira 20 sucessos da artista. | Foto: Reprodução.

Conto de Areia e o recorde de vendas para cantoras brasileiras

Em 1974, Clara lançou o disco Brasileiro Profissão Esperança, ao lado do ator Paulo Gracindo, com clássicos como A Noite do Meu Bem e Castigo (ambas de Dolores Duran).

No mesmo ano, o disco icônico Alvorecer, trouxe um dos maiores clássicos de sua carreira, a canção Conto de Areia (de Romildo Bastos e Toninho Nascimento), além de Menino Deus (de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, com quem Clara se casou em 1975 e ficou até o fim de sua vida) e O Que É Que a Baiana Tem (Dorival Caymmi).

O disco bateu recorde de vendas para cantoras brasileiras, com mais de 300 mil cópias vendidas, um feito nunca antes registrado no Brasil.

Três discos antológicos: Claridade, O Canto das Três Raças e As Forças da Natureza

Em 1975, Clara Nunes lançou o disco de maior sucesso de sua carreira, Claridade, que traz a canção icônica em sua voz, O Mar Serenou – de Candeia – além de outros sucessos como Juízo Final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares), Que Sejas Feliz (Cartola) e A Deusa dos Orixás (Romildo Bastos e Toninho Nascimento). 

Em 1976, foi a vez do disco O Canto das Três Raças, com sucesso homônimo, de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, um dos maiores clássicos eternizados na voz de Clara Nunes. Além dela, as canções: Lama (de Mauro Duarte) e Alvoroço no Sertão (Raimundo Evangelista e Aldair Soares).

Em 1977, Clara lançou o disco de partido alto As Forças da Natureza, que traz clássicos como a canção título, de Paulo César Pinheiro e João Nogueira, além de Coração Leviano (Paulinho da Viola), e também uma canção na qual Clara participa da composição, ao lado de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós: À Flor da Pele.

Guerreira, o sucesso de Feira de Mangaio, problemas de saúde

Em 1978, é a vez do disco Guerreira, recheado de ritmos bem brasileiros, em canções como Outro Recado (Candeia e Casquinha), Candongueiro (Wilson Moreira e Nei Lopes) e a canção título (Paulo César Pinheiro e João Nogueira).

No ano seguinte, Clara Nunes lança o álbum Esperança, que traz o grande sucesso Feira de Mangaio (de Sivuca e Glória Gadelha), além de outros clássicos como Minha Gente do Morro (de Candeia e Jaime).

Em 1979, Clara submeteu-se a uma cirurgia no útero, após sofrer seu terceiro aborto espontâneo e descobrir – após muitas tentativas – que não podia engravidar. O desejo intenso e frustrado de ser mãe, causou fortes abalos emocionais na cantora, mas também a levou a se entregar com mais força e amor à carreira artística e à defesa da música e da cultura brasileira.

Veja também:

Morena de Angola, Clara Mestiça e os últimos álbuns da carreira

Em 1980, Clara Nunes lançou o álbum Brasil Mestiço, que conta com o grande sucesso em sua voz Morena de Angola (de Chico Buarque), além das faixas Meu Castigo (Paulo César Pinheiro) e Regresso (Candeia). 

No ano seguinte, lançou o LP Clara, que traz a participação da Velha Guarda da Portela no grande sucesso Portela na Avenida, de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte. Outros sucesso do disco é Deixa Clarear (Wilson Moreira e Nei Lopes).

Ainda em 1981, estreou um espetáculo dirigido por Bibi Ferreira, chamado Clara Mestiça. Em 1982, lançou o seu último álbum de estúdio, Nação, com grande destaque para a faixa título (de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio), além de outros sucessos como Novo Amor (de Chico Buarque); e Mãe África (de Sivuca e Paulo César Pinheiro).

A partida precoce e inesperada

Em março de 1983, no auge do sucesso, Clara Nunes precisou submeter-se a uma cirurgia de varizes e acabou tendo uma reação alérgica a um componente anestésico e sofrendo um choque anafilático, seguido de uma parada cardíaca. A cantora ficou internada por 28 dias, nos deixando órfãos de seu talento pouco antes de completar 41 anos de idade.

No ano seguinte, sua escola de samba do coração, a Portela, trouxe um samba enredo em sua homenagem – Contos de Areia – e é campeã do carnaval carioca. Em 2019, a escola desfilou com outro enredo inspirado na cantora: Na Madureira Moderníssima, hei sempre de ouvir cantar um sabiá.

A morte inesperada do grande talento da nossa música brasileira a rendeu homenagens em forma de canção – como Flor do Interior (de Manacéa) e Clara (de Aloísio Machado), além de muitos discos póstumos e coletâneas, com sucessos da carreira da cantora que ficaram para sempre eternizados na sua voz e na nossa história.

Clara Nunes influenciou e inspirou uma geração de grandes cantoras da MPB que vieram depois dela e deixou o seu legado para sempre em nossa música.

Em agosto de 2006, a Prefeitura de Caetanópolis lançou o 1º Festival Cultural Clara Nunes, com o objetivo de desenvolver a cultura no município e região, e também resgatar a obra da cantora. No ano seguinte, a cidade inaugurou a Casa de Cultura Clara Nunes, no local onde antes era o cinema da cidade e onde Clara se apresentou pela primeira vez. Lá são realizadas oficinas de dança, música, pintura e teatro, oferecidas gratuitamente à população.

40 anos sem Clara Nunes – 40 sucessos em sua voz

1. Convite (Anísio Pessanha e Marco Polo)

2. Canção de Sorrir e Chorar (Tito Madi)

3. Você Passa Eu Acho Graça (Ataulfo Alves e Carlos Imperial)

4. Sabiá (Tom Jobim e Chico Buarque)

5. Grande Amor (Martinho da Vila)

6. Pra Esquecer (Noel Rosa)

7. Sempre Mangueira (Nelson Cavaquinho e Geraldo Queiroz)

8. Alvorada (Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio de Carvalho)

9. Clarice (Caetano Veloso e Capinan)

10. Tristeza Pé No Chão (de Armando Fernandes)

11. O Que É Que A Baiana Tem (Dorival Caymmi)

12. O Canto Das Três Raças (Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte)

13. Lama (Mauro Duarte)

14. O Mar Serenou (Candeia)

15. Juízo Final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares)

16. As Forças Da Natureza (Paulo César Pinheiro e João Nogueira)

17. Coração Leviano (Paulinho da Viola)

18. Nação (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio)

19. Novo Amor (Chico Buarque)

20. Mãe África (de Sivuca e Paulo César Pinheiro)

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