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Comentarista perdido: Por que falar muito pode dizer pouco
Comentarista perdido: Por que falar muito pode dizer pouco
Da cabine de rádio à sala de reunião: como a pressa de falar pode sabotar sua comunicação profissional e por que a objetividade é uma arte que poucos dominam
Imagina a cena. A bola rolando, o jogo tenso, e o narrador descreve o lance com aquela energia: “Na trave! Escanteio!”. Seguem-se alguns segundos de silêncio. O comentarista tem ali, na dinâmica do rádio, entre 10 e 15 segundos para analisar o lance. É a chance de ouro dele. Mas ele respira fundo e começa assim: “É isso… tem que analisar a objetividade do jogo. É… os times ainda não mostraram a que vieram. Falta alinhar a proposta.”
Acaba o tempo do comentarista, o narrador volta com o jogo rolando e você, aí do outro lado do rádio, fica pensando: “O que foi que ele quis dizer mesmo?”. O propósito se perdeu.
Agora, tire o uniforme de torcedor e vista o traje de trabalho. Quantas vezes você passa por isso no seu dia a dia profissional? Alguém te faz uma pergunta direta em uma reunião importante e, no impulso de não parecer desinformado, você começa a falar… e enrola, dá voltas, usa palavras bonitas, mas não responde nada.
Em uma reunião, você sempre tem duas escolhas inteligentes: ou escolhe o silêncio estratégico para absorver o cenário, ou escolhe comentar com precisão. O meio-termo é um ruído perigoso.
O grande insight aqui é o seguinte: frequentemente encontramos pessoas que confundem objetividade com velocidade.
Falar rápido, atropelando as palavras, geralmente é apenas o reflexo do impulso. É a ansiedade de preencher o silêncio sem qualquer preocupação com a previsão do que está sendo dito.
Ser objetivo, por outro lado, é uma arte de respeito. É saber exatamente o que dizer e entregar a mensagem no tempo certo, sem rodeios. E aqui vai o segredo dos grandes comunicadores: a objetividade usa, inclusive, as pausas. O silêncio planejado entre uma frase e outra serve para respeitar o tempo de compreensão do outro. Quem fala sem respirar não quer ser entendido, quer apenas se livrar da bola.
No jogo da carreira, o seu tempo de comentário também é curto. Na próxima vez que a bola for tocada para você, respire. Não responda no impulso do “falar por falar”. Ganha o jogo quem tem a clareza de passar a mensagem direto para o gol.
Eu sou a Vanessa pedrosa e essa é a coluna voz =e conexão. Eu deixei muito conteúdo para te ajudar a se comunicar melhor no instagram


