5 melhores livros de Graciliano Ramos

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Quem foi  Graciliano Ramos?

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“Os dados biográficos é que não posso arranjar, porque não tenho biografia. Nunca  fui literato, até  pouco tempo vivia  na roça e negociava.  Por infelicidade, virei prefeito no interior de Alagoas e escrevi uns relatórios que me desgraçaram" 

A carta

Você acabou de ler um trecho de uma carta enviada, em novembro de 1937, por Graciliano Ramos ao  tradutor argentino Raúl Navarro, para ser anexado a um conto  em vias de publicação em  Buenos Aires, chamado Cartas  inéditas de Graciliano Ramos  a seus tradutores argentinos  Benjamín de Garay e Raúl Navarro

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Sobre  Graciliano Ramos 

Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em Quebrangulo, Alagoas, primeiro de 16 irmãos em 1892. Em 1904, publicou o conto Pequeno Pedinte, no Dilúculo, jornal do Internato Alagoano, de Viçosa (Alagoas), onde estudava

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Trajetória literária

Em 1925, o autor começa a escrever Caetés, seu primeiro romance. Em 1929, o autor e então prefeito enviou ao governador de Alagoas o relatório de prestação de contas do município. O relatório, pela sua qualidade literária, chega às mãos de Augusto Frederico Schmidt, editor, que procura Graciliano Ramos para saber se ele tem outros escritos que possam ser publicados.

Mais da  trajetória literária

Em 1930, ele renuncia ao mandato de prefeito, muda-se para Maceió com a família, e é nomeado diretor da Imprensa Oficial de Alagoas, cargo que exerce até 1932. Em 1933, o autor foi nomeado diretor da Instrução Pública de Alagoas, cargo equivalente a Secretário Estadual da Educação e contratado como redator do Jornal de Alagoas, onde publica vários trabalhos, entre eles Comandante dos Burros, Doutores  e Mulheres, não publicados em livro.

Conheça os maiores livros de Graciliano Ramos

Caetés (1933)

João Valério, o personagem principal, introvertido e fantasioso, apaixona-se por Luísa, mulher de Adrião, dono da firma comercial em que trabalha. O caso amoroso é denunciado por uma carta anônima, levando o marido traído ao suicídio. Arrependido, João Valério, afasta-se de Luísa, continuando, porém, como sócio da firma

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S. Bernardo (1934)

A história de Paulo Honório, um homem simples que, movido por uma ambição sem limites, acaba se transformando em um grande fazendeiro do sertão de Alagoas e casa-se com Madalena  para conseguir um herdeiro.  Incapaz de entender a forma  humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la  com seu autoritarismo

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Angústia (1936)

Ao longo das páginas do livro, o leitor depara-se com o narrador Luís da Silva, funcionário público e jornalista medíocre, que nutre ódio profundo pelo sistema  que o inferioriza e oprime, aqui representado por Julião Tavares, moço rico, gordo, bem vestido e excessivamente falante, que, com seus agrados hipócritas, afasta Marina do amor do protagonista

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Vidas Secas (1938)

Romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada  à procura de meios de sobrevivência e um futuro

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Infância (1945)

Autobiografia de Graciliano Ramos que prova ser possível uma obra somar os elementos pessoais com os sociais. Muito do que o autor confessa em suas memórias são problemas que afetaram não só a ele mesmo, mas também o seu meio. Sua dor é também a dor de nosso mundo.

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Quer saber mais sobre  Graciliano Ramos? Confira abaixo a matéria especial  no site da Novabrasil