Novabrasil
Preconceito e falta de preparo dificultam maternidade de mulheres com deficiência
BrazilHealth
brazilhealth.com
Preconceito e falta de preparo dificultam maternidade de mulheres com deficiência
Ginecologista defende acolhimento e pré-natal adaptado e alerta: a maternidade é um direito também para mulheres com deficiência, que ainda enfrentam barreiras no atendimento e julgamentos.

O caminho para a maternidade ainda é repleto de obstáculos para quem tem deficiência. Preconceito e falhas de estrutura no atendimento médico podem transformar a gestação em uma jornada mais dura do que deveria, aponta a ginecologista Ana Horovitz, membro da Brazil Health.
“Como ginecologista, defendo que a maternidade deve ser entendida como um direito, não como uma exceção”, afirma Horovitz. Segundo ela, ainda é comum que pacientes escutem perguntas que desestimulam a gestação, como: “Será que você pode ser mãe?”, “Não seria arriscado demais?” e “Quem vai cuidar da criança?”.

Atendimento ainda pouco acessível
Consultórios sem adaptações, equipamentos inadequados e equipes despreparadas dificultam o pré-natal. A ausência de protocolos específicos leva a um cuidado fragmentado e pouco personalizado, enquanto o julgamento social pesa sobre a saúde emocional da gestante.
Quando o serviço se adapta, a experiência muda. “Consultas mais longas, exames ajustados à realidade da paciente, orientações claras e um pré-natal verdadeiramente humanizado são medidas simples que fazem toda a diferença”, diz a médica. Ela defende acompanhamento multidisciplinar, com psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais, para garantir suporte completo.
Depois do parto, novos obstáculos
O preconceito não termina com a chegada do bebê. Muitas mães com deficiência têm sua capacidade de cuidado colocada em dúvida, apesar de o afeto e a dedicação serem os pilares da maternidade. Para Horovitz, cada família encontra suas formas de adaptação, e inúmeras mulheres criam e educam seus filhos com competência.
Veja também:
“Falar sobre maternidade e deficiência é ampliar o conceito de inclusão”, reforça. Para a ginecologista, a mensagem é direta: “não existem barreiras intransponíveis quando há acolhimento, informação e empatia”. E conclui: “O que precisa mudar não são os corpos, mas as atitudes da sociedade e do sistema de saúde”.
Os discos que me atravessaram em 2025
Música salva a alma: quando o som vira abrigo
BrazilHealth



