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Mastopexia com cicatriz em L ganha espaço por reduzir marcas e melhorar sustentação das mamas
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Mastopexia com cicatriz em L ganha espaço por reduzir marcas e melhorar sustentação das mamas
Técnica atua em diferentes camadas internas da mama para buscar um resultado mais natural e duradouro, mas não é indicada para todos os casos

Avanços recentes na cirurgia plástica têm ampliado as opções para mulheres que buscam levantar e remodelar as mamas com cicatrizes mais discretas. Entre as alternativas, a mastopexia multiplanos com cicatriz em L vem sendo adotada em casos selecionados por combinar reorganização interna dos tecidos com uma incisão menos extensa.
A cirurgiã plástica Mariana Fernandes Zalli explica que a mastopexia é indicada principalmente quando há flacidez após gestação e amamentação, perda de peso ou mudanças naturais do envelhecimento. O objetivo, em geral, é reposicionar a mama, melhorar o contorno e recuperar proporção corporal.
Durante muitos anos, uma das técnicas mais comuns utilizava a cicatriz em “T invertido”, com corte ao redor da aréola, uma linha vertical e outra horizontal na base da mama. Embora seja uma abordagem eficaz em situações de maior excesso de pele, o desenho pode deixar marcas mais longas e, em alguns casos, depender mais da pele para sustentar o resultado ao longo do tempo.
O que a técnica multiplanos muda na prática
A proposta da mastopexia multiplanos é reforçar a sustentação da mama trabalhando além da pele. “A ideia é reconstruir e reorganizar a mama em diferentes camadas, criando uma base mais firme para o tecido”, afirma Mariana Fernandes Zalli.
Na avaliação dos especialistas, essa reorganização interna pode ajudar a distribuir melhor o peso da mama e reduzir a sobrecarga na pele, um fator associado à queda mais precoce do resultado em algumas pacientes. Com isso, a tendência é alcançar um contorno mais natural e uma evolução mais estável no pós-operatório.

Cicatriz em L: menos extensão, sem promessa de ausência de marca
Outro ponto que chama atenção é o formato da cicatriz. Em vez do “T invertido”, a cicatriz em L busca eliminar parte do corte horizontal na base da mama, reduzindo a extensão da marca na região inferior.
“Não existe mastopexia sem cicatriz; o que fazemos é planejar incisões mais estratégicas quando o caso permite”, alerta a cirurgiã plástica. A escolha do desenho, segundo ela, deve equilibrar o quanto é possível retirar de pele, a necessidade de sustentação e o impacto estético das marcas.
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Por isso, a técnica não serve para todos os perfis. Pacientes com grande excesso de pele ou flacidez acentuada podem se beneficiar mais de abordagens tradicionais, justamente porque exigem maior remoção de tecido e acomodação da pele.
Indicação correta e expectativa realista fazem diferença
Especialistas lembram que o sucesso do procedimento depende de fatores que vão além do tipo de cicatriz. Qualidade da pele, volume das mamas, grau de flacidez e hábitos de vida influenciam diretamente o resultado.
Também é importante ter em mente que a cirurgia melhora forma e posição, mas não interrompe o envelhecimento natural. “A mastopexia reposiciona e remodela, mas o corpo continua mudando com o tempo”, destaca Mariana Fernandes Zalli.
No conjunto, a mastopexia multiplanos com cicatriz em L aparece como mais uma opção dentro do arsenal da cirurgia plástica: pode oferecer boa sustentação com menor extensão de cicatriz em pacientes bem selecionadas. A recomendação é que a decisão seja individualizada, com avaliação criteriosa, discussão de expectativas e foco na segurança do procedimento.
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