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Coração disparado ou ansiedade? Como saber quando buscar ajuda
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Coração disparado ou ansiedade? Como saber quando buscar ajuda
Especialista explica como diferenciar palpitações emocionais de batimentos fora do ritmo e quais sinais pedem avaliação médica

Sentir o coração acelerar de repente assusta. Pode acontecer antes de uma reunião, após um susto ou sem motivo aparente. A dúvida surge na hora: é nervoso ou um alerta do corpo? A resposta passa por observar o contexto, o ritmo e os sintomas que acompanham a palpitação, orienta a cardiologista e especialista em ritmos cardíacos Manuela Gomes de Aguiar.
Como a ansiedade mexe com o coração
Emoções intensas ativam a adrenalina, acelerando o batimento, a respiração e até suando as mãos. “Nosso coração é muito sensível ao que sentimos”, diz Aguiar. “É a chamada ‘resposta de luta ou fuga’, um mecanismo natural.”
Nesses episódios, a aceleração costuma começar aos poucos e passar em minutos, sobretudo se a pessoa respira fundo, se acalma ou muda o foco. Pode vir com aperto no peito, tremor, leve falta de ar e o pensamento insistente de que “algo está errado”. “Na maioria dos casos, o coração está saudável — apenas reagindo ao turbilhão emocional”, afirma.
Sinais de alerta e como investigar
Quando a palpitação começa de forma súbita, sem gatilho emocional, e some tão rápido quanto veio — especialmente se vier com tontura, falta de ar importante, desmaio, suor frio ou dor no peito — é hora de checar. Arritmias são batimentos fora do ritmo que podem durar segundos ou horas; alguns tipos de taquicardia e a fibrilação atrial fazem o coração perder o compasso e, em certos casos, exigem tratamento. Estima-se que cerca de 2% da população tenha algum tipo de arritmia, com risco maior conforme a idade e fatores como pressão alta e histórico familiar.
“O ponto principal é observar o padrão: se a palpitação surge de repente, sem relação com emoções, esforço ou café, e desaparece tão rápido quanto começou, é sinal de que vale marcar uma consulta com o cardiologista”, diz a médica.
O diagnóstico começa pelo relato detalhado do paciente. “O primeiro passo é ouvir o relato do paciente”, destaca Aguiar. Eletrocardiograma (ECG) e, quando necessário, o Holter — um monitor portátil que registra o coração por 24 horas ou mais — ajudam a flagrar alterações. “Mesmo que o exame não mostre arritmia, a avaliação nunca é perda de tempo”, reforça. Muitos descobrem que as palpitações são ligadas à ansiedade e aprendem estratégias para controlar as crises.
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Cuidados que ajudam no dia a dia
Alguns hábitos protegem o coração e acalmam a mente enquanto a avaliação médica não chega:
- · Evite excesso de café, energéticos e álcool.
- · Durma bem e pratique atividade física com regularidade.
- · Mantenha alimentação equilibrada e boa hidratação.
- · Aprenda técnicas de respiração e relaxamento para desacelerar o ritmo cardíaco.
- · Não ignore sintomas novos ou persistentes, mesmo que a ansiedade pareça a causa.
“O coração é um espelho das emoções. Ele acelera, desacelera, sente.” Na dúvida, a orientação é clara: procure avaliação médica. Melhor confirmar que está tudo bem do que deixar passar um sinal importante.
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