Cirurgia plástica dói? Entenda por que o pós-operatório ficou mais leve

Brazil Health
14:00 13.04.2026
Saúde

Cirurgia plástica dói? Entenda por que o pós-operatório ficou mais leve

Técnicas menos agressivas, anestesia mais personalizada e novos protocolos ajudam a reduzir o desconforto e tornam a recuperação mais tranquila para a maioria dos pacientes

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- 13.04.2026 - 14:00
Cirurgia plástica dói? Entenda por que o pós-operatório ficou mais leve
Foto: Freepik.

O medo da dor ainda é um dos principais motivos que fazem muitas pessoas adiarem ou até desistirem de uma cirurgia plástica. Mas, segundo a cirurgiã plástica Dra. Mariana Fernandes Zalli, esse receio nem sempre corresponde ao que acontece hoje na prática.

“A cirurgia plástica evoluiu de forma significativa nos últimos anos, e o controle da dor passou a ser tratado como parte essencial do planejamento cirúrgico, antes mesmo do paciente entrar no centro cirúrgico”, afirma a médica.

Dor existe, mas não como muita gente imagina

A especialista ressalta que é importante alinhar expectativas: algum desconforto pode acontecer, especialmente nos primeiros dias. Ainda assim, a ideia de uma dor forte, prolongada e incapacitante não é mais a regra quando o procedimento é bem indicado e conduzido.

“É importante ser honesto: existe, sim, um grau de desconforto no pós-operatório. No entanto, aquela dor intensa, incapacitante e prolongada, que muitas pessoas associam à cirurgia plástica, não faz parte do padrão atual dos procedimentos”, diz.

Ela explica que a sensação varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como tipo de cirurgia, extensão do procedimento, cicatrização e sensibilidade individual. “Ainda assim, a maioria relata desconforto controlável, especialmente nos primeiros dias, com melhora progressiva ao longo da recuperação”, pontua.

O que mudou para a recuperação ficar mais confortável

Entre os principais motivos para um pós-operatório mais leve, a médica destaca a evolução das técnicas cirúrgicas. “O avanço das técnicas cirúrgicas permitiu abordagens menos traumáticas, com menor agressão aos tecidos, o que se traduz em menos dor, menos sangramento e recuperação mais rápida”, afirma.

Outra mudança importante está na anestesia, que se tornou mais segura e ajustada ao perfil de cada paciente. “A anestesia evoluiu de forma expressiva, tornando-se mais segura, personalizada e ajustada ao perfil de cada paciente”, explica.

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Além disso, protocolos estruturados passaram a organizar os cuidados antes, durante e depois do procedimento. “O controle da dor hoje é multimodal, combinando diferentes estratégias para reduzir o uso excessivo de medicamentos e aumentar o conforto do paciente desde o primeiro dia”, diz a cirurgiã.

Foto: Freepik.

Planejamento e orientação ajudam a reduzir a ansiedade

Para a médica, uma recuperação mais tranquila começa antes mesmo da cirurgia. “O planejamento cuidadoso, a escolha adequada do procedimento e uma boa orientação pré-operatória ajudam a alinhar expectativas e reduzem a ansiedade, que por si só pode intensificar a percepção da dor”, afirma.

Seguir as orientações, respeitar o repouso e entender que cada corpo responde de um jeito também fazem parte do processo. “O objetivo da cirurgia plástica moderna não é apenas o resultado estético, mas garantir que todo o processo aconteça com segurança, acolhimento e o menor desconforto possível”, conclui.

Para quem pensa em fazer um procedimento, a recomendação é buscar informação e conversar abertamente com o cirurgião sobre como a dor é prevenida e controlada hoje. Esse diálogo, segundo a especialista, ajuda a transformar insegurança em confiança e torna o caminho até o resultado desejado mais leve do que muitos imaginam.

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