Hoje, um dos grandes gênios da música popular brasileira, considerado o pai da bossa nova, João Gilberto, completaria 91 anos de idade.

João nos deixou em 2019, aos 88 anos, mas será para sempre lembrado como um ícone, que revolucionou e transformou a música popular brasileira para sempre, influenciando uma geração de artistas que surgiram na mesma época ou depois dele, como Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Novos Baianos, Rita Lee, Chico Buarque, Roberto Carlos, Fernanda Takai, Jorge Ben Jor, Edu Lobo e Cazuza, entre tantos outros.

O baiano de Juazeiro alterou – de forma irreversível – o DNA da música popular brasileira, ao criar e consolidar um novo estilo de tocar violão, com uma batida que alternava as harmonias com a introdução de acordes dissonantes, não convencionais, e uma inovadora sincopação do samba, a partir de uma divisão única, inspirada no jazz norte-americano.

Foto: Michael Ochs Archives | Getty Images

Além disso, João Gilberto trouxe outro diferencial da bossa nova com relação ao que se ouvia até então na música brasileira: as letras com temáticas leves e a forma de cantar mais suave, baixinha e próxima da voz falada, com um texto bem pronunciado em tom coloquial.

Dono de uma sonoridade original e moderna, o artista levou a música popular brasileira ao mundo, principalmente para os Estados Unidos, Europa e Japão. Tido como um dos músicos mais influentes no jazz americano do século XX, ganhou prêmios importantes nos Estados Unidos e na Europa e é vencedor dois Grammy Awards.

O marco inicial da bossa nova aconteceu quando João Gilberto lançou o disco Chega de Saudade, em 1959, com sua característica batida do violão da faixa-título, composta por Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

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Além da canção icônica, pai da bossa nova eternizou outros sucessos como: Garota de Ipanema (também de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, a segunda canção mais regravada da história, apenas atrás de Yesterday, dos Beatles Paul Mccartney e John Lennon); Samba de Uma Nota Só e Desafinado (ambas de Tom Jobim e Newton Mendonça); Bim Bom (dele mesmo); Só Danço Samba (também de Tom e Vinicius); Doralice (de Dorival Caymmi e Antônio Almeida); Corcovado (só de Tom Jobim); O Pato (de Jaime Silva e Neuza Teixeira); e Coisa Mais Linda (de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes).

Viva o eterno e genial João Gilberto!

 

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João Gilberto, pai da bossa nova