Novabrasil
Tiê transforma os dilemas da vida adulta em canções no ‘Vozes da Vez’
Tiê transforma os dilemas da vida adulta em canções no ‘Vozes da Vez’
Após quase dez anos sem lançar um álbum de estúdio, cantora fala sobre o disco “Esgotada” e seu novo momento de sua carreira

Depois de quase uma década sem lançar um álbum de estúdio, Tiê reencontra o público em um dos momentos mais maduros de sua trajetória. Convidada desta semana do ‘Vozes da Vez’, programa transmitido todo sábado, às 8h, em toda rede Novabrasil, a cantora e compositora falou sobre o processo de criação de “Esgotada”, trabalho que marca seu retorno à música autoral e inaugura um projeto dividido em dois capítulos, que será completado pelo álbum “Amorosa”, previsto para ser lançado em setembro.
Dona de uma das vozes mais delicadas da música brasileira contemporânea, Tiê sempre fez da intimidade matéria-prima para suas composições. Em discos como “Sweet Jardim”, “A Coruja e o Coração” e “Esmeraldas”, consolidou uma identidade artística marcada pela sensibilidade e pela capacidade de transformar emoções cotidianas em canções que atravessam gerações.
Agora, em “Esgotada”, essa escrita ganha novos contornos. O disco nasce das experiências dos últimos anos e traduz em música sentimentos compartilhados por tantas mulheres: o cansaço físico e emocional, a maternidade, os relacionamentos, as expectativas impostas, as dúvidas e as contradições da vida adulta. Sem perder a delicadeza que sempre caracterizou sua obra, Tiê apresenta um trabalho profundamente honesto, em que vulnerabilidade e força caminham lado a lado.
Durante a entrevista, a artista fala sobre o longo intervalo entre os discos, a transformação provocada pela maternidade, o desafio de voltar a compor depois de tantas mudanças pessoais e a decisão de dividir esse novo projeto em duas partes complementares. Se “Esgotada” retrata um período de exaustão e questionamentos, “Amorosa” promete revelar a outra face dessa travessia.
Ao longo da conversa, Tiê também relembra momentos marcantes da carreira, comenta seu processo criativo e reflete sobre a importância de acolher as próprias fragilidades em um tempo que parece exigir produtividade permanente.
Veja também:
Uma entrevista sensível, cheia de música e de boas histórias, com uma das compositoras mais singulares de sua geração. Ouça aqui:



