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Mais Preta: conexão ancestral de Luedji Luna e trajetória musical
Mais Preta: conexão ancestral de Luedji Luna e trajetória musical
Luedji Luna compartilha sua trajetória musical, influências e escolhas que conectam sua arte à ancestralidade negra, em um episódio emocionante de Mais Preta
No segundo episódio do podcast Mais Preta, Adriana Couto recebe a cantora e compositora baiana Luedji Luna para uma conversa profunda sobre sua carreira, ancestralidade e o impacto da música preta na sua vida e obra. O episódio, repleto de emoções, traz Luedji Luna refletindo sobre sua trajetória artística e compartilhando suas escolhas musicais mais significativas.
Luedji, que já apresentou três álbuns marcantes, destaca a importância de respeitar seu próprio tempo criativo. A artista revela que seu primeiro disco, “Corpo no mundo” (2017), foi fundamental para sua projeção nacional e internacional, sendo um reflexo de sua vivência como um corpo negro na cidade de São Paulo. “São Paulo me deu um corpo no mundo”, afirma Luedji, explicando como a cidade contribuiu para sua construção artística e pessoal. O segundo disco, “Bom debaixo d’água” (2020), lançado em plena pandemia, fala de amor em um momento de sensibilidade global e foi amplamente acolhido tanto pelo público quanto pela crítica.
Em sua busca por novas sonoridades, Luedji também se aventurou por sons urbanos, buscando uma conexão com a música da diáspora negra norte-americana. Esse diálogo musical atravessa sua carreira, influenciando desde sua fase inicial até o Deluxe, versão repaginada de seu segundo álbum, que também flerta com o público internacional, especialmente nos Estados Unidos.
Durante a conversa, Luedji também compartilha um pouco da sua relação com a música negra brasileira, mencionando suas influências, como Luiz Melodia, Djavan e Milton Nascimento. Ela fala sobre como Luiz Melodia, com sua postura de galã e símbolo de autoestima negra, foi fundamental para a construção de sua própria identidade e, mais ainda, como o cantor representou uma resistência aos estereótipos do homem negro no Brasil.
O episódio também destaca a relação de Luedji com o rap, gênero que tem um lugar especial em sua trajetória. A artista faz questão de ressaltar como São Paulo, com seu movimento hip-hop, foi crucial para sua inserção nesse universo urbano. Ela menciona com carinho o rapper Zud Zila, destacando sua importância na música nacional e seu vínculo com a angústia e os desafios enfrentados pelos corpos negros no Brasil.
Ao final do episódio, Luedji compartilha suas escolhas musicais com Adriana, falando sobre como canções como “Pérola negra” de Luiz Melodia, “Maçã” de Djavan e “Beijo partido” de Milton Nascimento ressoam profundamente em sua vida e trajetória. Para Luedji, essas músicas são mais do que simples canções; elas fazem parte de um legado, de uma construção emocional e cultural que continua a moldar sua carreira.
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Esse episódio do Mais Preta oferece aos ouvintes uma rica oportunidade de se conectar com a ancestralidade preta e entender o papel crucial da música na construção de uma identidade negra plural e cheia de nuances. Com histórias emocionantes e uma lista de músicas que atravessam gerações, Luedji Luna reafirma seu compromisso com a arte que celebra a negritude, a história e as múltiplas influências que a tornam única.
Acompanhe o Mais Preta para mais episódios que celebram a força e a beleza da cultura preta e das mulheres negras que têm muito a dizer.
