Equipe do Cristo Redentor pede estudo para avaliar se voos de helicópteros causam danos ao monumento

Sergio Leao
17:25 25.04.2024
Jornalismo

Equipe do Cristo Redentor pede estudo para avaliar se voos de helicópteros causam danos ao monumento

Os voos explorados por diversas empresas de turismo, que duram entre 15 e 20 minutos ao custo de R$ 650 a R$ 1.900, estão se tornando motivo de preocupação e de muitas reclamações

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- 25.04.2024 - 17:25
Equipe do Cristo Redentor pede estudo para avaliar se voos de helicópteros causam danos ao monumento
Cristo Redentor Foto: Divulgação

“Olho pro Cristo ali no Corcovado” tal verso pertence a canção “Sem samba não dar” de Caetano Veloso. E falando em Cristo Redentor, o Santuário pediu um estudo para avaliar se o excesso de voos panorâmicos de helicópteros causa ou não danos ao monumento.

Gal Costa não estava errada quando nos emocionava com “Da janela vê-se o Corcovado. O Redentor que lindo” com a canção “Corcovado” Para quem não sabe, a estátua do Cristo Redentor foi idealizada em meados do século 19, quando o padre francês Pierre Marie Boss exercia suas atividades em uma igreja com vista para o Morro do Corcovado. A ideia de erguer um monumento religioso foi resgatada em 1888 pela princesa Isabel.

Desde então, milhares de visitantes entre cariocas e turistas visitam ao monumento para fazer a tão famosa foto com o Cristo Redentor, considerado uma das sete maravilhas do mundo. Porém, esses voos de helicópteros, explorados por diversas empresas de turismo, que duram entre 15 e 20 minutos ao custo de R$ 650 a R$ 1.900, estão se tornando motivo de preocupação e de muitas reclamações por conta do risco de acidentes, barulho e, até mesmo, de danos ao patrimônio público.

A Novabrasil procurou o santuário do Cristo Redentor. Por meio de nota a administração do Santuário disse que os sobrevoos “não representam apenas uma ameaça à integridade estrutural do Cristo Redentor. Há também impactos negativos significativos no meio ambiente, na experiência dos turistas e na segurança dos moradores locais”.

“Nosso objetivo primordial é proteger e preservar este patrimônio histórico-cultural de importância internacional. Estamos cientes dos desafios envolvidos na regulamentação do espaço aéreo e do turismo, e estamos comprometidos em abordar essas questões junto às autoridades, associações de moradores, comércio, instituições de ensino e organizações do terceiro setor em geral, de maneira colaborativa e eficaz.”

A equipe que administra o monumento pontuou ainda que não quer acabar com o turismo na região:

Veja também:

“Entendemos que o equilíbrio entre a atividade turística e a preservação ambiental é crucial para o desenvolvimento sustentável da região e seguimos comprometidos em buscar soluções que promovam o turismo responsável, garantam a segurança de funcionários, dos milhares de turistas que visitam o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, e a proteção deste importante patrimônio histórico, artístico e cultural para as gerações futuras.”

De uma coisa é certa, a população quer que a estátua seja respeitada. Afinal, já diria Tom Jobim no clássico “Samba do Avião”

“Cristo Redentor Braços abertos sobre a Guanabara. Este samba é só porque. Rio, eu gosto de você”

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