Novabrasil
Equipe do Cristo Redentor pede estudo para avaliar se voos de helicópteros causam danos ao monumento
Equipe do Cristo Redentor pede estudo para avaliar se voos de helicópteros causam danos ao monumento
Os voos explorados por diversas empresas de turismo, que duram entre 15 e 20 minutos ao custo de R$ 650 a R$ 1.900, estão se tornando motivo de preocupação e de muitas reclamações
“Olho pro Cristo ali no Corcovado” tal verso pertence a canção “Sem samba não dar” de Caetano Veloso. E falando em Cristo Redentor, o Santuário pediu um estudo para avaliar se o excesso de voos panorâmicos de helicópteros causa ou não danos ao monumento.
Gal Costa não estava errada quando nos emocionava com “Da janela vê-se o Corcovado. O Redentor que lindo” com a canção “Corcovado” Para quem não sabe, a estátua do Cristo Redentor foi idealizada em meados do século 19, quando o padre francês Pierre Marie Boss exercia suas atividades em uma igreja com vista para o Morro do Corcovado. A ideia de erguer um monumento religioso foi resgatada em 1888 pela princesa Isabel.
Desde então, milhares de visitantes entre cariocas e turistas visitam ao monumento para fazer a tão famosa foto com o Cristo Redentor, considerado uma das sete maravilhas do mundo. Porém, esses voos de helicópteros, explorados por diversas empresas de turismo, que duram entre 15 e 20 minutos ao custo de R$ 650 a R$ 1.900, estão se tornando motivo de preocupação e de muitas reclamações por conta do risco de acidentes, barulho e, até mesmo, de danos ao patrimônio público.
A Novabrasil procurou o santuário do Cristo Redentor. Por meio de nota a administração do Santuário disse que os sobrevoos “não representam apenas uma ameaça à integridade estrutural do Cristo Redentor. Há também impactos negativos significativos no meio ambiente, na experiência dos turistas e na segurança dos moradores locais”.
“Nosso objetivo primordial é proteger e preservar este patrimônio histórico-cultural de importância internacional. Estamos cientes dos desafios envolvidos na regulamentação do espaço aéreo e do turismo, e estamos comprometidos em abordar essas questões junto às autoridades, associações de moradores, comércio, instituições de ensino e organizações do terceiro setor em geral, de maneira colaborativa e eficaz.”
A equipe que administra o monumento pontuou ainda que não quer acabar com o turismo na região:
Veja também:
“Entendemos que o equilíbrio entre a atividade turística e a preservação ambiental é crucial para o desenvolvimento sustentável da região e seguimos comprometidos em buscar soluções que promovam o turismo responsável, garantam a segurança de funcionários, dos milhares de turistas que visitam o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, e a proteção deste importante patrimônio histórico, artístico e cultural para as gerações futuras.”
De uma coisa é certa, a população quer que a estátua seja respeitada. Afinal, já diria Tom Jobim no clássico “Samba do Avião”
“Cristo Redentor Braços abertos sobre a Guanabara. Este samba é só porque. Rio, eu gosto de você”

