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Oito discos que completam 55 anos em 2022
Oito discos que completam 55 anos em 2022
Outro dia fizemos uma lista com discos históricos que completaram 50 anos em 2022. O que vocês não imaginavam é que resolvemos ir mais longe e falar sobre oito discos inesquecíveis que estão completando 55 anos de idade neste ano! É muita história pra uma MPB só! 1 – Wave – Antonio Carlos Jobim Wave … Continued
Outro dia fizemos uma lista com discos históricos que completaram 50 anos em 2022.
O que vocês não imaginavam é que resolvemos ir mais longe e falar sobre oito discos inesquecíveis que estão completando 55 anos de idade neste ano! É muita história pra uma MPB só!
1 – Wave – Antonio Carlos Jobim
Wave é o quinto álbum de estúdio de Tom Jobim, gravado nos Estados Unidos e lançado em 1967, pela A&M Records. O disco conta com a participação de alguns músicos norte-americanos, a jazzistas de elite, como os trombonistas Urbie Green e Jimmy Cleveland, o flautista Jerome Richardson e o baixista Ron Carter.
O disco de bossa nova entrou para a lista dos 100 Maiores Discos da Música Brasileira, elaborada pela Revista Rolling Stone Brasil em 2007, e a revista Guitar Player o incluiu na sua lista The 40 Greatest Guitar Albums Of 1967.
São 10 canções, todas compostas pelo maestro Tom Jobim, exceto na faixa Lamento, que é uma parceria de Tom com seu grande amigo Vinicius de Moraes. Destaque para a deliciosa faixa-título.
2 – Vento de Maio – Nara Leão
Vento de Maio foi lançado por Nara Leão em 1967 e conta com composições de grandes nomes da música brasileira como Chico Buarque, Gilberto Gil e Dorival Caymmi, na voz doce e inconfundível da cantora.
Gil, inclusive, participa do disco, cantando a música Noite dos Mascarados, composição de Chico Buarque, ao lado de Nara. Outros destaques do disco são as clássicas: Quem Te Viu, Quem Te Vê e Com Açúcar, Com Afeto (ambas também de Chico), Morena do Mar (de Caymmi), Rancho dos Namorados (de Ary Barroso e Vinícius de Moraes) e a faixa-título (de Gil e Torquato Neto).
3 – Chico Buarque de Hollanda – Volume 2
Terceiro álbum do cantor e compositor Chico Buarque, então com 23 anos de idade, o disco Chico Buarque de Hollanda – Volume 2 também traz as clássicas Noite dos Mascarados e Com Açúcar, Com Afeto (Que Chico declarou recentemente na série documental O Canto Livre da Nara Leão que não cantará mais em seus shows por se tratar de uma música que hoje podemos entender claramente como opressora para as mulheres) e Quem Te Viu, Quem Te Vê, além de Morena dos Olhos D’água, Fica e Lua Cheia, parceria de Chico com Toquinho.
O disco, que veio na sequência do álbum de estreia Chico Buarque de Hollanda e e Morte e Vida Severina, conta com a participação do trio de irmãos Os Três Moraes e do MPB-4.
4 – Edu e Bethânia – Edu Lobo e Maria Bethânia
Dois nomes gigantes da MPB – Edu Lobo e Maria Bethânia – se juntaram neste disco de 1967: Edu e Bethânia, quando ainda eram praticamente dois iniciantes na música. Bethânia tinha lançado apenas o seu disco de estreia, homônimo, em 1965, quando despontou para o Brasil inteiro depois de substituir Nara Leão no antológico espetáculo de protesto Opinião, ao lado de Zé Keti e João do Vale. Já Edu Lobo estava em seu quarto disco e despontava como um dos novos nomes da composição no Brasil, tendo vencido o III Festival de Música Popular Brasileira com sua canção Ponteio, parceria com Capinan.
Edu convidou Bethânia para participar do disco, que traz 10 composições suas – sozinho ou em parceria com outros grandes nomes como Torquato Neto, Capinam e Vinicius de Moraes. No álbum, Bethânia canta duas canções sozinha e três acompanhada do colega. Destaque para a interpretação de Bethânia em Pra Dizer Adeus, canção responsável por projetá-la ainda mais para o sucesso nacional.
5 – Domingo – Gal Costa e Caetano Veloso
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Outra dupla de gigantes que fez sua estreia em disco em 1967 foi Gal Costa e Caetano Veloso. Esses dois sim estavam – juntos – no seu primeiro álbum cada um: Domingo. Com diversas composições de Caetano – como Coração Vagabundo e Um Dia – o disco juntava duas vozes que já estavam fazendo história desde 1964, quando estrearam o espetáculo Nós, Por Exemplo, ao lado de Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé, na Bahia.
Caetano já havia gravado um compacto simples e sua irmã, Bethânia havia incluído a primeira canção do baiano em um disco: De Manhã, em um compacto simples e, depois, Sol Negro, em seu álbum de estreia, de 1965, em que cantava em dueto com Gal Costa.
O disco Domingo mostra uma proximidade dos artistas com a bossa nova, mas – na contracapa – Caetano já adianta que sua inspiração está tendendo para caminhos muito diferentes a partir dali, como saberíamos mais tarde, com o surgimento da Tropicália naquele mesmo ano.
6 – Louvação – Gilberto Gil
Mais duas potências da MPB faziam sua estreia em disco no ano de 1967: Gilberto Gil e Milton Nascimento.
Depois de iniciar sua carreira no já citado espetáculo Nós, Por Exemplo, ao lado de Caetano, Gal, Bethânia e Tom Zé na Bahia, Gil começa a destacar-se por suas participações no programa O Fino da Bossa, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues.
Logo, é convidado para gravar seu primeiro LP, Louvação, que traz suas raízes e influências nordestinas, como o baião, o carnaval, a baladas dos anos cinquenta, a bossa nova e o samba, sob a temática política e os questionamentos sobre os problemas sociais, a religiosidade e a ditadura militar. Conta com parcerias com Caetano Veloso,Torquato Neto, Capinan e Geraldo Vandré. Destaque para a canção Ensaio Geral e também para Minha Senhora, que havia sido gravada por Caetano e Gal no disco Domingo.
7 – Travessia Milton Nascimento
Após ficar em 2º lugar no Festival Internacional da Canção de 1967 com sua parceria com Fernando Brant, Travessia, Milton Nascimento ganha projeção nacional e lança o seu primeiro disco, que ganha o mesmo nome da música. Travessia é uma das músicas mais conhecidas e gravadas de Milton, no Brasil e no exterior, e uma das músicas mais importantes da MPB.
Elis Regina já havia gravado uma composição do mineiro um ano antes, Canção do Sal, em seu disco Elis, que também entra para o disco de estreia de Milton, junto com outros clássicos como Três Pontas (parceria com Ronaldo Bastos) e Outubro (com Fernando Brant).
8 – Roberto Carlos em Ritmo de Aventura – Roberto Carlos
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura é o sétimo álbum do Rei. O LP foi eleito em uma lista da da revista Rolling Stone Brasil como o 24º melhor disco brasileiro de todos os tempos. Traz grandes hits de Roberto, como: Como É Grande o Meu Amor por Você, Quando, Por Isso Corro Demais e De Que Vale Tudo Isso, além da clássica parceria com Erasmo Carlos: o hit Eu Sou Terrível.


