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Ô Abre Alas, Chiquinha Gonzaga quer passar!
Ô Abre Alas, Chiquinha Gonzaga quer passar!
Ainda no clima de ressaca de um carnaval que – neste ano, por conta da pandemia – não pôde acontecer, vamos encerrar a semana homenageando a autora da primeira marchinha de carnaval com letra da história do nosso país: Chiquinha Gonzaga. Há 86 anos, em 28 de fevereiro de 1935 – curiosamente no meio de … Continued
Ainda no clima de ressaca de um carnaval que – neste ano, por conta da pandemia – não pôde acontecer, vamos encerrar a semana homenageando a autora da primeira marchinha de carnaval com letra da história do nosso país: Chiquinha Gonzaga.
Há 86 anos, em 28 de fevereiro de 1935 – curiosamente no meio de um carnaval – o Brasil perdia a compositora de Ô Abre Alas, marchinha escrita pela musicista em 1899, para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro, que passava na frente de sua casa no bairro do Andaraí, no Rio de Janeiro.
Chiquinha, que foi a primeira compositora popular e a primeira pianista de choro do Brasil, também era maestrina e foi a primeira mulher a reger uma orquestra no país.
No que diz respeito a pioneirismo, Gonzaga foi uma mulher à frente de seu tempo. Quebrou muitas barreiras e rompeu padrões, tanto na música – abrindo portas para muitas mulheres em uma profissão que não era exercida por elas na época – quanto na sociedade, lutando pelas liberdades no país, pelo fim da escravidão e da monarquia e enfrentando uma cultura opressora ao romper casamentos e perder a guarda dos filhos para dedicar-se à carreira.
Em 1999, foi criada no Brasil a Medalha de Reconhecimento Chiquinha Gonzaga, para mulheres que militam em prol das causas democráticas, humanitárias, artísticas e culturais.
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Chiquinha Gonzaga foi tão importante para a história da nossa música que, em 2012, foi sancionada uma lei que instituiu que o Dia da Música Popular Brasileira, seria comemorado no dia de seu aniversário: 17 de outubro.
Ô Abre Alas, que Chiquinha Gonzaga quer passar!
