Nomes que vão deixar saudade, para sempre!

novabrasilfm
12:00 06.05.2022
Música

Nomes que vão deixar saudade, para sempre!

2 de maio   Augusto Boal Há exatos 13 anos, em 02 de maio de 2009, o Brasil perdia – aos 78 anos de idade – um de seus maiores dramaturgos, ensaístas e diretores teatrais: o carioca Augusto Boal. Boal foi um dos dramaturgos que mais contribuiu para a criação de um teatro genuinamente brasileiro … Continued

Avatar novabrasilfm
- 06.05.2022 - 12:00
Nomes que vão deixar saudade, para sempre!
Nomes que vão deixar saudade, para sempre!

2 de maio

 

Augusto Boal

Há exatos 13 anos, em 02 de maio de 2009, o Brasil perdia – aos 78 anos de idade – um de seus maiores dramaturgos, ensaístas e diretores teatrais: o carioca Augusto Boal.

Boal foi um dos dramaturgos que mais contribuiu para a criação de um teatro genuinamente brasileiro e latino americano. Desde os primórdios de sua carreira, no Teatro de Arena de São Paulo, até o Teatro do Oprimido, técnica que o tornou mundialmente conhecido, passando pelas Sambóperas, sua preocupação foi a de criar uma linguagem que pudesse traduzir a realidade do seu país, uma maneira brasileira de falar, sentir e pensar, tendo o teatro como resposta às questões sociais e como meio de analisar conflitos e apresentar alternativas.

Dirigiu e participou da dramaturgia de três dos mais importantes espetáculos musicais teatrais de protesto da história da música popular brasileira, em 1965, logo após o Golpe Militar de 1964: o show Opinião, estrelado por Nara Leão, João do Vale e Zé Keti, e que – depois – revelou a ainda iniciantes Maria Bethânia, que – com apenas de 19 anos – substituiu Nara por conta de um problema vocal. O texto é de Armando Costa, Augusto Boal, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes.

E também os espetáculos Arena Conta Zumbi (com música de Edu Lobo e texto em parceria com Gianfrancesco Guarnieri), que trazia uma reflexão sobre as mudanças ocorridas no país após o Golpe, colocando em cena a luta dos quilombolas de Palmares e sua resistência; e Arena Canta Bahia, em que escreveu o texto e dirigiu, tendo a direção musical de Caetano Veloso e Gilberto Gil, que também estão no elenco ao lado de Gal Costa, Tom Zé e Maria Bethânia. O espetáculo tratava de temas como a seca e a pobreza.

 

4 de maio

 

Aldir Blanc

No dia 4 de maio de 2020, poucos meses depois de decretada a Pandemia de Covid-19, o Brasil perdia – justamente vítima do Coronavírus – um dos seus maiores letristas, compositores e cronistas de todos os tempos, o carioca Aldir Blanc, aos 73 anos de idade.

Em 50 anos de carreira, Aldir Blanc é autor de mais de 600 canções. Sua principal parceria foi com João Bosco, com quem formou uma das chamadas “duplas fundamentais da MPB” e compös sucessos como O Bêbado e a Equilibrista,  Bala com Bala, Dois pra Lá, Dois pra Cá, De Frente pro Crime, Kid Cavaquinho, incompatibilidade de Gênios, O Ronco da Cuíca, Transversal do Tempo e Corsário. Elis Regina foi uma das principais intérpretes da dupla.

Outros de seus grandes sucessos com outros parceiros são: Resposta ao Tempo (com Cristóvão Barros), Coração do Agreste (com Moacyr Luz) e A Viagem (com Cleberson Horsth).

Em 2020, a Lei Federal nº 14.017/2020, ficou conhecida como Lei Aldir Blanc (LAB), e estabeleceu uma série de medidas emergências para o setor cultural e criativo, fortemente impactado pela pandemia do novo coronavirus (Covid-19).  

 

5 de maio

 

Almir Guineto

O sambista e compositor carioca Almir Guineto, morreu em 5 de maio de 2017, aos 70 anos. Ele foi um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal, no início dos anos 80, mas deixou o grupo logo após a gravação do primeiro LP, seguindo para uma carreira solo de sucesso. É um dos maiores representantes do samba de raiz no Brasil.

Almir inovou o samba ao introduzir o banjo adaptado com um braço de cavaquinho, ideia revolucionária dele e de Mussum, seu ex-companheiro no grupo musical Originais do Samba, no qual Guineto teve uma breve passagem como cavaquinista. O instrumento híbrido, foi carinhosamente chamado de banjo-cavaquinho e adotado por vários grupos de samba até os dias de hoje.

Destacou-se também pelo modo extremamente original de executar o instrumento, afinando-o à moda das últimas cordas do violão e palhetando-as velozmente, fazendo-as tremular conforme o suingue do repique de mão e do tantã.

Entre os principais sucessos em sua voz, estão os clássicos: Coisinha do Pai (parceria com Jorge Aragão e Luiz Carlos), Da Melhor Qualidade (parceria com Arlindo Cruz), Lama nas Ruas (parceria com Zeca Pagodinho), Caxambu (de Bidubi, Élcio do Pagode, Zé Lobo e Jorge Neguinho), Conselho (de Adilson Bispo e Zé Roberto), Jibóia (de Vilani Silva Bombril) e Mel na Boca (de David Correa).

Veja também:

 

7 de maio

 

Elizeth Cardoso

Em 7 de maio de 1990, o Brasil se despedia da cantora carioca Elizeth Cardoso, aos 69 anos de idade.

Conhecida como A Divina, Elizeth é considerada uma das maiores intérpretes da música brasileira, além de uma das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica nacional e internacional.

Descoberta aos 16 anos por Jacob do Bandolim, gravou seu primeiro disco e nunca mais parou de fazer sucesso, gravando um disco atrás do outro. Além do choro, Elizeth consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção e depois migrando também para a bossa nova.

Seu antológico disco Canção do Amor Demais, de 1958, foi considerado o marco inicial para a inauguração da Bossa Nova, trazendo a primeira gravação do clássico Chega de Saudade, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, com João Gilberto, o pai da Bossa Nova, inaugurando sua característica batida ao violão.

Elizeth Cardoso lançou mais de 40 discos e gravou centenas dos maiores clássicos da música popular brasileira.

 

8 de maio

 

Jair Rodrigues

Um dos maiores nomes de todos os tempos da música brasileira, cantor talentosíssimo, dono de uma irreverência e personalidade única, presença de palco marcante, Jair Rodrigues nos deixou em 8 de maio de 2014, aos 75 anos.

Jairzão foi considerado o primeiro rapper brasileiro, sendo precursor do gênero ao lançar, em 1964, a canção Deixa Isso Pra Lá, de Alberto Paz e Edson Meneses, com versos mais declamados do que cantados.

Nascido no interior de São Paulo, Jair iniciou a carreira depois de conquistar o primeiro lugar em um programa de calouros na Rádio Cultura e tornar-se crooner, cantando em casas noturnas de São Carlos, em meados da década de 50.

Mudou-se para São Paulo e lançou o seu primeiro disco em 1964, que continha o sucesso O Morro Não Tem Vez, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Mas foi no segundo disco que ele atingiu sucesso nacional e tornou-se conhecido e admirado no Brasil inteiro.

Em seguida, consolidou-se de vez como um dos maiores artistas do país, ao vencer o II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, defendendo – em uma interpretação inesquecível – Disparada, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, e empatando com A Banda, de Chico Buarque (Chico não aceitou vencer de Jair e foi até o júri dizer que se não dessem o prêmio ao colega, não aceitaria o seu).

Depois, Jair não parou mais: gravou centenas de sucessos em mais de 50 discos; fez turnês pelo Brasil e pelo mundo e comandou o famoso programa O Fino da Bossa, ao lado de Elis Regina, na TV Record, entre 1965 e 1967. Com a parceira, lançou três LPs ao vivo: um deles, Dois na Bossa, foi o primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias.

Outras canções de sucesso na sua voz são: Tristeza (de Haroldo Lobo e Niltinho Tristeza), Festa Para Um Rei Negro (de Zuzuca),  Majestade, O Sabiá (de Roberta Miranda), Diz Que Fui Por Aí (de Zé Keti e Hortêncio Rocha), Foi um Rio que Passou em Minha Vida (Paulinho da Viola), Triste Madrugada (de Jorge Costa) e Consolação (de Baden Powell e Vinicius de Moraes).

Siga a Novabrasil nas redes

Google News

Tags relacionadas

Aldir Blanc Almir Guineto Augusto Boal Brasilidades cultura cultura brasileira cultura nacional Elizeth Cardoso Jair Rodrigues Notas musicais
< Notícia Anterior

Silva faz segunda gravação audiovisual do Bloco do Silva com muito axé

06.05.2022 09:30
Silva faz segunda gravação audiovisual do Bloco do Silva com muito axé
Próxima Notícia >

Francisco, El Hombre no Faro Novabrasil

06.05.2022 14:00
Francisco, El Hombre no Faro Novabrasil