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Hoje é o Dia Mundial de Combate à AIDS
Hoje é o Dia Mundial de Combate à AIDS
Hoje, dia 01 de dezembro, é o Dia Mundial de Combate à AIDS ou Dia Internacional de Luta Contra a AIDS, uma data voltada para que o mundo una forças para a conscientização sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma doença do sistema imunológico humano, causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Estamos entrando também … Continued
Hoje, dia 01 de dezembro, é o Dia Mundial de Combate à AIDS ou Dia Internacional de Luta Contra a AIDS, uma data voltada para que o mundo una forças para a conscientização sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma doença do sistema imunológico humano, causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).
Estamos entrando também no mês Dezembro Vermelho, que tem o objetivo de sensibilizar a população sobre a prevenção e o tratamento precoce contra o HIV, a AIDS e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Dia Mundial de Combate à AIDS
Segundo o UNAIDS, aproximadamente 84,2 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV desde o início da epidemia, em 1981
Segundo o UNAIDS – programa das Nações Unidas criado em 1996 e que tem a função de criar soluções e ajudar nações no combate à AIDS – aproximadamente 84,2 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV desde o início da epidemia, em 1981, até o final de 2021. 40,1 milhões de pessoas já morreram de doenças relacionadas à AIDS; e 38,4 milhões de pessoas estavam vivendo com HIV no mundo em 2021.
Além disso, 1,5 milhão de pessoas se tornaram recém-infectadas por HIV em 2021; 650 mil pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS em 2021; e 28,7 milhões de pessoas estavam acessando a terapia antirretroviral em 2021.
As principais formas de contágio pelo HIV
As principais formas de contágio são:
- por meio do sangue;
- do fluído vaginal;
- do pré-sêmen (fluido seminal);
- do sêmen;
- e do “leite materno” de pessoas com HIV,
Ou seja, a maioria das pessoas contrai o HIV ou em relações sexuais desprotegidas, ou compartilhando da mesma agulha ou seringa ao consumir drogas, ou por nascer de mãe infectada, podendo o bebê ser infectado antes, durante ou depois do parto.
Antigamente, outra forma de contaminação por AIDS era por meio de transfusão (recebimento) de sangue de um doador infectado, mas – atualmente – o fornecimento de sangue é examinado cuidadosamente. Não existe nenhum caso documentado de transmissão do HIV pela lágrima ou saliva.
Ser HIV positivo ou estar infectado pelo vírus não significa o mesmo que ter AIDS (estar doente)
Quando a pessoa é infectada pelo HIV, seu corpo tenta atacar a infecção desenvolvendo anticorpos (moléculas especiais que combatem os microorganismos estranhos que entram em nosso corpo, no caso, o HIV). A pessoa que possui anticorpos contra o HIV é denominada “HIV positivo”, soropositiva, portadora do HIV ou pessoa vivendo com HIV.
Ser HIV positivo ou estar infectado pelo vírus não significa o mesmo que ter AIDS (estar doente). Muitas pessoas soropositivas vivem bem por anos sem apresentar sintomas da doença.
Existe um ataque progressivo e constante ao sistema imunológico pelo HIV. Quando o sistema imunológico fica enfraquecido (imunodepressão), os vírus, parasitas, protozoários, fungos e bactérias que normalmente não causam nenhum problema podem produzir doenças. Estas enfermidades são conhecidas como “infecções oportunistas”.
Em 1982, o primeiro caso de AIDS surgiu no Brasil
A AIDS foi observada clinicamente pela primeira vez em 1981, nos Estados Unidos. Em 1982, o primeiro caso surgiu no Brasil. Naquela época, havia muita desinformação e preconceito e logo conhecemos uma das epidemias mais devastadoras da história.
Em 1985, quando aconteceu o primeiro caso de transmissão de mãe para filho, surgiu o primeiro programa de AIDS do Ministério da Saúde e logo a sociedade também se organizou. Surgiram instituições de luta contra a AIDS, entre elas a ABIA, que contava com o sociólogo e ativista dos direitos humanos Herbert de Souza, o Betinho, soropositivo, na presidência.

O Dia Mundial de Luta Contra à AIDS foi instituído em 1986
O Dia Mundial de Luta Contra à AIDS foi instituído em 1986, depois de já se saber que a ideia de um grupo de risco era incorreta. No ano seguinte, surgiu o AZT, o primeiro medicamento e a primeira esperança real de vida para quem tinha a doença e também foi criada a Comissão Nacional de AIDS, um espaço que amplia a contribuição da sociedade na resposta à epidemia.
Com o SUS, após a Constituição de 1988, começou a distribuição de medicamentos para infecções oportunistas. As ações de prevenção foram ganhando mais corpo e, em 1994, foram distribuídas quase 13 milhões de camisinhas.
Em 1995, o Brasil já produzia o AZT e, em 1996, surgiu um novo tratamento com combinação de três drogas, denominado terapia anti-retroviral altamente potente – o “coquetel”. Esse tratamento reduziu em torno de 50% as taxas de mortalidade, além de reduzir em 80% as internações hospitalares por infecções oportunistas.
Além disso, novos tratamentos contra as infecções oportunistas também contribuíram para a redução da mortalidade por HIV/AIDS.
Em 2002, passa a ser garantido o tratamento universal de AIDS
Neste mesmo ano, 1996, o SUS distribuiu os medicamentos do coquetel de tratamento para a AIDS e o país já começou a produzir o coquetel de anti-retrovirais.
Em 2002, passa a ser garantido o tratamento universal de AIDS. Com o passar dos anos, as pessoas foram tendo mais acesso ao tratamento e também às informações sobre a doença, o tratamento como prevenção passa a ser adotado no país e aumentam o número de campanhas contra o preconceito, relacionadas à identidade e respeito.
Em 2014, o tratamento 3 em 1, que une três anti-retrovirais, foi finalmente anunciado.
Mas, muito ainda precisa ser feito e é nosso dever entrar nesta luta.
“Equidade já”
As desigualdades que perpetuam a pandemia de AIDS não são inevitáveis, nós podemos enfrentá-las. No Dia Mundial da AIDS, o UNAIDS encoraja cada um de nós a se contrapor às desigualdades que estão impedindo o progresso para acabar com a AIDS.
O tema “Equidade já” é uma chamada à ação. É um convite para que todos nós ponhamos em prática as ações efetivas necessárias para combater as desigualdades e, assim, ajudar a acabar com a AIDS. Confira mais informações no site oficial da UNAIDS.
Cazuza e Renato Russo faleceram por conta de complicações causadas pela AIDS
A MPB perdeu dois de seus grandes nomes por conta de complicações causadas pela AIDS, quando ainda não se sabia tanto sobre tratamento e prevenção:
Veja também:
- Cazuza, aos 32 anos, em 1990;
- e Renato Russo, aos 36 anos, em 1996
Você pode confirir a áudio-biografia de Cazuza e de Renato Russo no nosso Podcast original Novabrasil: Acervo MPB).
Renato, inclusive, escreveu uma música sobre como se sentia ao conviver com a doença, em uma época em que eram poucas as chances de sobreviver: A Via Láctea.
Outra música sobre o tema foi escrita por Beto Lee, para a mãe Rita Lee interpretar, em seu disco Acústico MTV: O Gosto do Azedo.
A letra trata da dificuldade de socialização de pessoas soropositivas e a canção, inclusive, deu a Beto o Prêmio Sheila Cortopassi, que é uma premiação oferecida pela APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids) e concedida a pessoas e instituições que se destacaram em trabalhos ligados à Aids ao longo do ano.
Para o sangue, sou o veneno
Eu mato, eu como, eu dreno
Para o resto da vida, sou extremo
Sou o gosto do azedo
A explosão de um torpedo
Contaminação do medo
Eu guardo o seu segredo
Sou o HIV que você não vê
Você não me vê
Mas eu vejo você
Fontes: abiaids.org.br e unaids.org.br