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História da música Sorte, de Celso Fonseca
História da música Sorte, de Celso Fonseca
História da Música Sorte, de Celso Fonseca, sucesso na voz de Gal e Caetano


por Lívia Nolla
Hoje é aniversário do cantor, compositor, instrumentista, arranjador e produtor musical carioca Celso Fonseca, autor de – entre outras canções – o super hit Sorte, sucesso nas vozes de Gal Costa e Caetano Veloso.
E, para homenagear o aniversariante do dia e seguir homenageando grandes compositores da nossa música popular brasileira, nós damos continuidade à série Saudando Grandes Compositores da MPB, em que contamos a história de grandes clássicos das carreiras desses artistas. Hoje, contando a história da música Sorte, de Celso Fonseca.
Sobre Celso Fonseca
Celso Fonseca começou a tocar violão aos 12 anos e, aos 19, passou a se dedicar à música como uma profissão. Sua primeira influência no violão foi de Baden Powell.
Em meados da década de 1980 se tornou também produtor musical, já tendo trabalhado – como produtor ou instrumentista – com nomes como Gilberto Gil, Marisa Monte e Bebel Gilberto.
Em 1986, lançou o seu primeiro álbum, Minha Cara. Ao todo, são 17 álbuns de carreira, sendo o mais recente Nossa Música, de 2021.
Em 2016, Celso Fonseca foi indicado aos Grammy Latinos de:
- Canção do Ano, por sua canção Céu ; e
- Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, por seu álbum Like Nice
O álbum também rendeu indicações nas categorias:
- Melhor Engenharia de Gravação para um Álbum; e
- Produtor do Ano.
O artista participou de mais de 20 turnês internacionais, tendo atuado em vários festivais no exterior, como o Festival de Montreux, na Suíça, e o Festival de Jazz de Montreal, no Canadá.
E, para homenagear Celso Fonseca nesta data especial, em que ele completa 67 anos, vamos contar a história de um de seus maiores sucessos: Sorte, parceria com Ronaldo Bastos, lançada por Gal Costa e Caetano Veloso, em 1985.
História da música Sorte (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 1985)
Celso Fonseca conta que já era muito fã de Ronaldo Bastos, desde o tempo em que o compositor e produtor fazia parte do Clube da Esquina, movimento musical importantíssimo da nossa história, formado no início dos anos 70, em Minas Gerais.
Quando foram apresentados, Celso foi timidamente na casa de seu ídolo, uma lenda da música brasileira. Ele conta que Ronaldo, sempre muito afetivo, pediu para escutar algumas canções compostas pelo jovem artista.
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Celso Fonseca então levou Sorte, uma das suas primeiras composições, junto com outras músicas, em uma fita para Ronaldo Bastos. Ronaldo colocou letra em todas as canções de Celso e conta que se inspirou em um amigo deles que, toda vez que se despedia de alguém, tinha a mania de desejar “sorte!”.
Imediatamente, a dupla de compositores mandou a música para a cantora baiana Gal Costa, que estava gravando o seu álbum Bem Bom, de 1985, e amou a canção. Gal achou também a voz de Celso Fonseca (que gravou a fita demo para mostrar Sorte para a Gal) muito parecida com a de Caetano Veloso, e acabou chamando o amigo baiano para dividir os vocais da canção com ela.
Gal Costa e Caetano Veloso interpretando Sorte, 1985
Sorte – que acabou virando uma grande declaração de amor, de uma pessoa dizendo para a outra o quanto ela lhe dá “sorte na vida” – fez tanto sucesso na voz de Gal e Caetano, que muitas pessoas acham, inclusive, que foi uma música composta por Caetano para Gal cantar, como tantas outras da dupla de amigos baianos.
Celso Fonseca conta que isso não o deixa chateado, muito pelo contrário. Ele declarou em depoimento ao quadro Tive Uma Ideia, do canal Analaga, no Youtube:
“Uma vez eu estava em um restaurante no interior de São Paulo e tinha um cara fazendo voz e violão. Eu estava com a minha família e o cara falou: ‘Agora eu vou cantar a música Sorte, do Caetano Veloso‘ e, depois, ele passou na mesa vendendo um CD e no encarte dizia que a autoria da música era de Caetano. Minha cunhada falou: ‘Essa música não é do Caetano, é dele, sabia?’, apontando para mim.
E o cara respondeu: ‘É nada…é do Caetano Veloso‘. E eu falei: ‘Tá certo, ela tá brincando, essa música não é minha, é do Caetano Veloso‘. Como eu ia falar pro cara que a música não era do Caetano? E que sorte a minha que ele acha que a música é do Caetano, que é um ídolo meu. Sorte foi o primeiro hit da minha vida, então ela também me deu sorte!”.
Gostou de saber mais sobre as histórias de grandes canções da nossa música popular brasileira? Continue acompanhando a nossa série Saudando Grandes Compositores da MPB. Hoje, homenageamos o aniversariante Celso Fonseca.



