Novabrasil
Músicas Premonitórias: 4 músicas da MPB que previram o futuro
Músicas Premonitórias: 4 músicas da MPB que previram o futuro
Você já teve a sensação de saber o que vai acontecer? Intuição, sexto sentido… chame como quiser. A verdade é que tem coisas que são mais complicadas de explicar. Mas, a arte é uma boa forma de tentar expressar. É isso que vamos te mostrar com essas 4 músicas da MPB que parecem ter previsto … Continued
Você já teve a sensação de saber o que vai acontecer? Intuição, sexto sentido… chame como quiser. A verdade é que tem coisas que são mais complicadas de explicar. Mas, a arte é uma boa forma de tentar expressar. É isso que vamos te mostrar com essas 4 músicas da MPB que parecem ter previsto fatos do futuro.

“E se o carnaval cair em abril?”
Até parece que Chico Buarque estava prevendo o que iria acontecer no ano de 2022, quando – lá em 1980 – compôs a canção E Se… ao lado de Francis Hime.
Em certa frase da música – que questiona o que aconteceria caso coisas improváveis acontecessem, como:
“O oceano incendiar, cair neve no sertão” ou “À meia noite o sol raiar”
Chico canta:
“E se o carnaval cair em abril?”.
E não é que o improvável aconteceu? Depois de ser cancelado em 2021 -, por conta da pandemia de Covid-19 – o Carnaval de 2022 não mudou para o mês de abril? E esse é só um exemplo.
4 músicas da MPB que previram o futuro
Seguindo essa linha premonitória ou profética, selecionamos outras 5 canções em que os compositores – sem saber – previram o futuro!
1 – O Dia em Que a Terra Parou
Ainda falando sobre a pandemia de Covid-19, Raul Seixas nem imaginava que – lá em 1977 – escrevia uma canção (em parceria com Cláudio Roberto) que descreveria o exato momento em que o mundo inteiro parou em 2020, por conta da quarentena exigida pelos riscos da exposição ao Coronavírus. Ninguém imaginava, na verdade!
“O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
E o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar”
Foi exatamente assim e, até hoje, nós não voltamos a ocupar os lugares como fazíamos antes.

2 – A Mulher do Fim do Mundo
“Me deixem cantar até o fim, eu vou cantar”.
A rainha Elza Soares nos deixou órfãos de sua presença potente, falecendo de causas naturais, aos 91 anos de idade, em 20 de janeiro de 2022.
Quando os compositores Alice Coutinho e Rômulo Fróes escreveram A Mulher do Fim do Mundo para Elza gravar em seu disco que leva o mesmo nome, de 2015, eles até imaginavam que a incansável artista passaria os últimos anos de sua vida cantando.
O que eles não podiam prever é que acertaram em cheio que ela iria cantar realmente até o último segundo: Elza estava gravando um DVD, que será lançado ainda este ano, um dia antes de sua partida.
3 – Fico Assim Sem Você
A canção eternizada pela dupla Claudinho e Buchecha em 2002 – e depois regravada por Adriana Calcanhotto, em seu disco voltado para o público infantil Adriana Partimpim, de 2004 – foi composta pelo cantor Abdullah, como uma declaração de amor para a sua esposa, dois anos antes de ser lançada por Claudinho e Buchecha.
Abdullah fazia várias comparações do que seria sua vida sem sua amada, dizendo que seria como:
“Avião sem asa, fogueira sem brasa”, “Futebol sem bola, Piu-piu sem Frajola”, “Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho”
Só que o autor da canção não podia imaginar que – no mesmo ano em que a dupla lançou a música – Buchecha ficou realmente sem Claudinho, vítima de um trágico acidente de carro que tirou sua vida e acabou com a dupla para sempre. Premonição muito trágica, essa aqui.
4 – A Cura
Quando Lulu Santos escreveu A Cura, em 1988, o seu maior desejo era que fosse descoberta a cura para a AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma doença que assolava o país e o mundo naquela época, sendo a primeira grande epidemia da segunda metade do século XX.
Lulu viu muitos artistas importantes, pessoas que ele admirava e até amigos próximos serem levados pela AIDS e escreveu a canção como uma forma de esperança de que houvesse uma cura para a doença.
Nos anos 1990, com os avanços das pesquisas e da medicina, a Aids passou de uma sentença de morte para uma doença controlável.
Assim que surgiram os primeiros medicamentos para o HIV, o Brasil foi pioneiro em adotar políticas de tratamento gratuito e acessível a toda a população, transformando de vez a vida de quem convive com o vírus e trazendo sentido às previsões cheias de esperança de Lulu.
No final de 2020, a música voltou a fazer muito sucesso e tornou-se mais uma vez premonitória (foi até regravada por Lulu, junto com Vitor Kley!), com a descoberta da vacina para a Covid-19.
“Existirá
E toda raça então experimentará
Para todo mal, a cura”
E, aí? Você acredita que essas músicas tenham previsto o futuro?


