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A história das músicas Manhã de Carnaval e Correnteza, de Luiz Bonfá
A história das músicas Manhã de Carnaval e Correnteza, de Luiz Bonfá
Dia 12 de janeiro, seria aniversário do cantor, violonista e compositor carioca Luiz Bonfá. Em sua homenagem, aqui no Saudando Grandes Compositores da MPB, você confere as histórias das músicas Manhã de Carnaval e Correnteza, de sua autoria. Sobre Luiz Bonfá Luiz Bonfá foi integrante do primeiro grupo de músicos da Bossa Nova Integrante do … Continued

Dia 12 de janeiro, seria aniversário do cantor, violonista e compositor carioca Luiz Bonfá. Em sua homenagem, aqui no Saudando Grandes Compositores da MPB, você confere as histórias das músicas Manhã de Carnaval e Correnteza, de sua autoria.

Sobre Luiz Bonfá
Luiz Bonfá foi integrante do primeiro grupo de músicos da Bossa Nova
Integrante do primeiro grupo de músicos da Bossa Nova, compositor de clássicos como Manhã de Carnaval, Samba do Orfeu (ambas com Antônio Maria), Correnteza (com Tom Jobim), De Cigarro em Cigarro, Luiz Bonfá começou a carreira na década de 40, tocando na Rádio Nacional e participando de alguns conjuntos, até começar a carreira solo, como violonista.
Teve atuação destacada como compositor e seus primeiros sucessos foram gravados por Dick Farney, em 1953. A peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes com música de Tom Jobim, foi um marco em sua carreira, pois Bonfá tocou violão na gravação do disco da peça em 1956 e – três anos depois – compôs algumas das faixas que compunham a trilha sonora do filme de Marcel Camus, Orfeu Negro ou Orfeu do Carnaval, inspirado na peça.

Uma de suas características era tocar violão fazendo amplo uso do recurso das cordas soltas
Sempre respeitado como compositor refinado e exímio violonista, uma de suas características era tocar fazendo amplo uso do recurso das cordas soltas, o que conferia uma sonoridade ampla e grandiosa.
Participou do Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall em Nova Iorque, em 1962, e gravou diversos discos nos Estados Unidos – onde morou por alguns anos – que não foram lançados no Brasil. Depois, voltou a viver no Brasil, e gravou mais de 30 discos, até falecer, aos 78 anos, vítima de câncer de próstata.
Artistas que gravaram as músicas de Luiz Bonfá
Almost In Love, composição de Luiz Bonfá, foi a única música brasileira gravada por Elvis Presley
Almost In Love, composição de Luiz Bonfá, foi a única música brasileira gravada por Elvis Presley.
São outros intérpretes internacionais que já cantaram músicas suas:
- Frank Sinatra;
- Sarah Vaughan;
- George Benson;
- Tony Bennett;
- Julio Iglesias;
- Diana Krall;
- e Luciano Pavarotti.
Entre os brasileiros, foi gravado por diversos grandes nomes como:
- Ângela Maria;
- Dalva de Oliveira;
- Djavan;
- Tom Jobim;
- João Gilberto;
- Maysa;
- Miúcha;
- Edu Lobo;
- Vanessa da Mata;
- Ney Matogrosso;
- e tantos outros.
Saudando Grandes Compositores da MPB
E hoje, para homenagear o aniversariante do dia e seguir homenageando grandes compositores da nossa música popular brasileira – que são tão importantes e tem uma contribuição tão significativa quando cantores, intérpretes e músicos – nós damos continuidade à série Saudando Grandes Compositores da MPB, em que contamos a história de importantes clássicos das carreiras desses artistas.
Entre os vários sucessos de Luiz Bonfá, falaremos sobre as canções Manhã de Carnaval e Correnteza.
A história de Manhã de Carnaval, de Luíz Bonfá e Antonio Maria
A música Manhã de Carnaval, de Luíz Bonfá e Antonio Maria, foi interpretada pela primeira vez por Agostinho dos Santos, na trilha sonora do filme Orfeu do Carnaval ou Orfeu Negro.
A partir daí, transformou-se num dos maiores clássicos da música popular brasileira, incorporando-se ao repertório de cantores como Maysa, Caetano Veloso e Nara Leão. Em 1998, em uma apresentação em Paris, os Três Tenores ─ José Carreras, Placido Domingo e Luciano Pavarotti ─ criaram mais uma interpretação para a obra-prima.
‘Manhã de Carvanal’ é considerada uma das mais importantes canções no mercado do jazz brasileiro nos Estados Unidos
Baseado na peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes, o filme – dirigido por Marcel Camus – é uma produção franco-brasileira e conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1959, além da Palma de Ouro em Cannes.
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Esta canção se tornou tradicional nos meios de jazz estadunidenses e é tocada regularmente também por muitos artistas internacionais. É considerada uma das mais importantes canções no mercado do jazz brasileiro nos Estados Unidos, que ajudou a estabelecer o movimento da bossa nova no final da década de 1950.
Vários grandes nomes da música já interpretaram a canção
Existem também outras versões da música com letra adaptada para o inglês, mas a versão mais popular, até mesmo fora do país, ainda é a de nome e letra em português.
Vários grandes nomes da música já interpretaram esta canção, com versões instrumentais ou a versão original com vocais, nomes como:
- Chet Atkins;
- John McLaughlin;
- George Benson;
- Stan Getz;
- Luís Miguel;
- Julio Iglesias;
- entre outros.
‘Manhã de Carnaval’ introduziu Luiz Bonfá à fama com reconhecimento internacional
Manhã de Carnaval introduziu Luiz Bonfá à fama com reconhecimento internacional em 1959: apresentando a bossa nova ao mundo todo com sua vasta produção sonora em discos de diversos artistas; com o lançamento internacional do filme Orfeu Negro; e, com a apresentação de vários shows de Luiz Bonfá no exterior além de outros nomes populares do mercado de música internacional interpretando esta canção ao vivo nos auditórios de outros países.
Sobre a canção, Luiz Bonfá revelou:
“O início da parceria com Antonio Maria foi com o nascimento do Orfeu Negro, não no teatro, depois, na versão cinematográfica. Eu procurei o Rubem Braga, a pedido do Marcel Camus, que tinha pressa de ver a letra pronta pra uma melodia que foi encomendada a mim, que mais tarde se chamou “Manhã de Carnaval”. Então eu procurei o Rubem Braga, que me disse ‘Olha, eu sou muito lento pra escrever, telefona pro Antonio Maria!”.
Foi a primeira parceria dos dois.
A história de Correnteza, de Luíz Bonfá e Tom Jobim
Composta em parceria com Tom Jobim e lançada em 1973, pelo cantor e compositor mineiro Luiz Cláudio. Nos anos seguintes, foi regravada com sucesso por Miúcha e Tom Jobim, até que – em 1995 tornou-se um grande hit, quando entrou para a trilha sonora da novela O Rei do Gado, na voz de Djavan.
A letra mostra a transitoriedade da vida, por meio da metáfora da correnteza e da chuva. E depois de passada a chuva, o céu se abre, o sol volta a brilhar e o amor se renova, o que representa a reinvenção do desejo e do amor, temas muito presentes na literatura e na vida. Mescla um amor imenso, cantado e contado a partir das paisagens campestres, típicas de nosso país: o rio, a flor, a fruta, o barro, a boiada, a chuva, o céu azul, os sonhos.
Gostou de saber mais sobre as histórias de grandes canções da nossa música popular brasileira? Continue acompanhando a nossa série Saudando Grandes Compositores da MPB. Hoje, homenageamos o aniversariante Luiz Bonfá!


