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Como o RAP e o MPB conversam?
Como o RAP e o MPB conversam?
O rap e o MPB são gêneros musicais totalmente diferentes, mas será que são mesmo? A mistura desses gêneros vem gerando muitos burburinhos entre os apreciadores de música, alguns a favor da integração, com o rap concretizado no Brasil e no ouvido de todos, e os do contra, que querem manter a tradicionalidade do MPB, … Continued

O rap e o MPB são gêneros musicais totalmente diferentes, mas será que são mesmo? A mistura desses gêneros vem gerando muitos burburinhos entre os apreciadores de música, alguns a favor da integração, com o rap concretizado no Brasil e no ouvido de todos, e os do contra, que querem manter a tradicionalidade do MPB, e não misturar com gêneros musicais considerados periféricos, mas onde essa mistura pode chegar? Ela é realmente vantajosa? Sim!
O conceito de MPB, música popular brasileira, foi criado no início dos anos 60, baseado principalmente em aspectos culturais, artísticos e até mesmo políticos. Por outro lado, esse mesmo conceito chegou a rejeitar a guitarra elétrica na canção brasileira, por ser um estrangeirismo, e sofreu muitas alterações ao longo das décadas.
Atualmente, a ideia do que é música popular brasileira parece ser muito mais ampla do que parecia alguns anos atrás. Nesse sentido, conceitos de criatividade, sonoridade e elementos rítmicos, a música brasileira talvez seja uma das mais populares no exterior. Por isso, estilos consagrados, como por exemplo a bossa nova e o samba, estão hoje paralelos com outros que chamam a atenção de um público diversificado, como o sertanejo e o axé.
No entanto, existem alguns ritmos que determinadas pessoas caracterizam como “música de periferia”, por conta da origem do gênero e como ele foi disseminado, como o rap, o funk e o hip-hop, esses gêneros estão conquistando cada vez mais espaço, desmistificando o que se conhecia como música popular brasileira e direcionando para um conceito mais amplo e inclusivo.
Saiba agora mesmo a caminhada do rap e outros gêneros remanescentes para serem incluídos e respeitados como música popular brasileira. Continue a leitura!

A relação do MPB e do RAP
A nossa MPB (música popular brasileira) com sua riqueza em poesia, swing e inteligência, atraem os ouvidos do universo, em conjunto muito aflorado e distante, temos o rap nacional, com Mc’s e Djs altamente criativos para conseguir resgatar e dar maior brilho musical aos nossos gêneros musicais.
Nesse sentido, artistas da MPB sabem valorizar o rap, e muitos deles já colocaram em seus discos e músicas que antes só poderiam ser ouvidas em guetos e para um público específico, mas hoje acabou ganhando destaque internacional, conquistando o mundo inteiro em suas diversas categorias.
Cássia Eller em seu álbum “Acústico MTV” de 2001, por exemplo, foi uma das precursoras que deram vida a uma canção de Xis e Dentinho, cujo nome chama-se “De Esquina“. Além disso, Lenine também deu uma palhinha junto com Maria Rita no álbum do rapper de Brasília Gog “Cartão Postal Bomba!” de 2007.
Outro exemplo é uma ótima indicação é o disco do Rappin Hood, “Sujeito Homem 2“, este álbum traz monstros da MPB como: Gilberto Gil, Jair Rodrigues, Caetano Veloso, entre outros.
Atualmente, Criolo faz parceria com Milton Nascimento em músicas muito bem elaboradas e reconhecidas. Seu Jorge explodiu com Edi Rock em 2013 com a canção “That ‘s My Way”, e, recentemente, fez uma parceria de sucesso com o produtor Papatinho para a música “Final de Semana”, com a participação de Black Alien, outro precursor do rap e reggae no Brasil.
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Vários são os exemplos de que a MPB e o Rap Nacional andam lado a lado nessa mistura de gêneros musicais, entretenimento, informação e de muito bom gosto por ambos os estilos.

A mistura da MPB e do Rap
Algumas canções nacionais foram importantes para a integração dos gêneros, principalmente por trazerem essa sampleada, ou seja, essa mistura de gosto musical do público. Saiba quais são as músicas que misturam os estilos, e são ótimas alternativas para ajudar a montar sua playlist!
Um dos exemplos é a compositora e sanfoneira que comanda o clipe ‘Olhos de Tereza’, faixa de seu mais recente álbum, “Vinha da Ida”. Filmado no Recôncavo baiano, a produção é uma bela homenagem de Lívia aos avós Tereza e Roque. Ela conta que “o nome dela é Terezinha…’Tereza’ é quase como um apelido, é como meu avô, seu Roque, a chama carinhosamente”.
Ambos conduzem a produção no alto dos seus 87 anos de idade e 68 anos de casados. A alternativa conceitual da cantora não aparecer no vídeo é uma maneira de destacar uma narrativa pautada em idosos, saudando a quem veio antes e abriu caminhos.
Temos o exemplo de Vandal, o rapper baiano estreou recentemente seu projeto de remixes em conjunto com produtores musicais baianos, que movimentam a cena alternativa local. A primeira produção do projeto é Mimimih, com o DJ e produtor musical Lord Breu.
Em entrevista, o rapper destacou: “Essa é uma possibilidade de levar novos beats para minhas músicas, numa pegada mais próxima do samba, do pagode, do kuduro e do eletrônico. Estou usando a quarentena para me reinventar e essa collab representa muito esse momento. Teremos ainda mais dois lançamentos, um com TelefunkSoul e outro com Dj Raiz”.
O processo de integração entre os gêneros é lento e deve cativar aos poucos o público. Muito progresso já foi feito, grandes nomes da MPB já consideram do MPB já consideram o Rap um gênero genuíno e digno de todo seu reconhecimento e repercussão. Ainda há muita história para rolar e a NovaBrasil FM estará presente para noticiar cada passo e oferecer diversos conteúdos interessantes para os seus seguidores sobre todos os temas relacionados à música, seja essa música o gênero que for.


