“Chama Viva”: Novo disco do Lô Borges

Novabrasil
08:30 01.04.2022
Música

“Chama Viva”: Novo disco do Lô Borges

Cantor mineiro celebra seus 70 anos de vida com seu quarto disco de inéditas em quatro anos!

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- 01.04.2022 - 08:30
“Chama Viva”: Novo disco do Lô Borges
“Chama Viva”: Novo disco do Lô Borges

No último dia 25 de março, celebrando seus 70 anos de vida e 50 de carreira, o cantor, compositor e instrumentista mineiro Lô Borges lançou – em todas as plataformas digitais – o álbum Chama Viva, quarto disco de inéditas que o artista produz em quatro anos.

Lô Borges. | Foto: Lucas Seixas / Folhapress

São dez composições de Lô – responsável pelas melodias e harmonias – com a letrista Patricia Maês. O disco traz ainda participações de Milton Nascimento, na canção Veleiro; de Beto Guedes, em Primeira Lição; e de Paulinho Moska, na música Fica no Ar; além da própria Patrícia, que canta na faixa Desabrochando Flor.

Lô Borges iniciou sua carreira quando lançou o clássico disco Clube da Esquina, de 1972, ao lado de Milton, Beto, do seu irmão Márcio Borges e de outros grandes nomes da música mineira como Fernando Brant, Wagner Tiso, Tavinho Moura, Toninho Horta, Flávio Venturini

Considerado pela Revista Rolling Stone Brasil, como o 7º melhor disco brasileiro de todos os tempos, o álbum celebrou um dos maiores e mais importantes movimentos da música popular brasileira. A sonoridade inovadora do Clube da Esquina trouxe a fundição das inovações propostas pela Bossa Nova com elementos do jazz, do rock (principalmente dos ingleses The Beatles), da música folclórica, da música regional mineira, erudita e hispânica. 

Essas influências permeiam todo o trabalho musical do Clube: desde a composição, aos arranjos, às letras, processos de gravação em estúdio e shows. O grupo tornou-se referência de qualidade na MPB, pelo alto nível de sua performance, e por disseminar suas inovações e influência nacional e internacionalmente.

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Lô Borges contou como foi o processo de criação de Chama Viva: “O disco aconteceu quando eu estava terminando ‘Muito Além do Fim’ (álbum anterior), com letras de Márcio Borges. Esse álbum com Marcinho era adrenalina pura, quase rock and roll na veia. Tive uma semana de folga e deu vontade de ligar o teclado na função órgão. Veio uma coisa quase sinfônica na minha cabeça, porque órgão remete a uma coisa mais reflexiva, mais sinfônica. Em sete dias, compus sete temas”.

Sobre o que esperar do disco, o artista conclui: “Nas letras, Patrícia não tratou de assuntos cotidianos, casuais. Falou das forças da natureza e das energias cósmicas. Começamos a viajar nisso e fizemos esse disco lindo. São músicas tranquilas, quase na ene30rgia da ioga. Não faço ioga, mas estava me sentindo compondo uma sinfonia”.

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