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Entenda as origens das marchinhas de carnaval
Entenda as origens das marchinhas de carnaval
O Carnaval é uma tradição no nosso país e as marchinhas de carnaval fazem parte dele. Aqui, você vai entender qual o motivo disso. A festa de Carnaval chegou ao Brasil por meio da prática do entrudo, uma brincadeira muito popular em Portugal. Essa prática se estabeleceu no Brasil, durante a passagem do século XVI … Continued
O Carnaval é uma tradição no nosso país e as marchinhas de carnaval fazem parte dele. Aqui, você vai entender qual o motivo disso. A festa de Carnaval chegou ao Brasil por meio da prática do entrudo, uma brincadeira muito popular em Portugal. Essa prática se estabeleceu no Brasil, durante a passagem do século XVI para o XVII, e foi bastante popular até o século XIX. Em meados do século XX, por causa da repressão que se estabeleceu contra essa brincadeira, o entrudo chegou ao fim.
Com o fim do entrudo, surgiu o carnaval como se conhece hoje. Desde essa época, a festa virou uma febre nacional.
As marchinhas de carnaval são parte de um gênero de música popular que foi predominante no criado no Carnaval brasileiro dos anos 20 até os anos 60 do século passado. A partir da chegada do século XX, as marchinhas deram espaço para o samba enredo, outra importante característica do carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo. Veja mais abaixo sobre as marchinhas de carnaval famosas.

O que são marchinhas de carnaval?
Como já foi dito, as marchinhas eram um gênero musical brasileiro bastante famoso na década de 20 até meados da década de 60, sendo algumas delas muito conhecidas até os dias atuais. A primeira marcha foi uma composição de Chiquinha Gonzaga, no ano de 1899. A marcha foi intitulada como Ó Abre Alas e foi feita para agregar ao cordão carnavalesco chamado de Rosa de Ouro.
Esse estilo musical não teve origem no Brasil, tendo sido exportado para cá através dos portugueses. As marchas carnavalescas são descendentes das marchas populares portuguesas e partilham com elas o compasso binário das marchas militares, embora bem mais acelerado. As melodias são simples e vivas, e as letras picantes, podendo ter duplo sentido.
As marchas portuguesas fizeram um grande sucesso no Brasil até meados de 1920, destacando-se Vassourinha, de 1912 e A Baratinha, de 1917.
Origens
Inicialmente, as marchinhas de carnaval eram calmas e bucólicas, mas a partir da segunda década do século XX elas passaram a ter seu andamento mais acelerado. Isso aconteceu devido a influência da música comercial norte-americana, a qual vivia na era do jazz-bands.
Exemplo dessas marchas mais aceleradas são: Eu vi e Zizinha de 1926, ambas compostas pelo do pianista e compositor José Francisco de Freitas.
A marchinha era destinada exclusivamente ao carnaval brasileiro e passou a ser produzida com bastante regularidade no estado do Rio de Janeiro. Alguns exemplos de composições são: Pois não, de Eduardo Souto e João da Praia; Ai amor de Freire Júnior e O pé de anjo de Sinhô.
As marchas atingiram o seu apogeu com intérpretes como Carmen Miranda, Almirante, Dalva de Oliveira, Mário Reis e Sílvio Caldas. Esses cantores foram responsáveis por interpretar, ao longo do século XX, as composições de João de Barro (Carlos Alberto Ferreira Braga) e diversos outros compositores. O último grande compositor de marchinhas foi João Roberto Kelly.
História Das Marchinhas De Carnaval
As marchinhas de carnaval tiveram seu auge nos anos 30, 40 e 50, como já foi falado acima. Depois delas, muito foi produzido, mas foram poucas as que foram aproveitadas. Dos anos de 1960 em diante, as marchinhas começaram a perder espaço para os sambas-enredo, os quais permanecem muito fortes até hoje.
As escolas de samba, bem como as agremiações de grandes sambistas, tinham grande influência nos sucessos da época. Alguns compositores, como é o caso de Chico Buarque, escreveram as suas próprias marchinhas. Caetano Veloso também escreveu marchinhas e flertou com outro gênero: o frevo, que anima as festas carnavalescas de Pernambuco.
Nos anos de 1980 algumas outras regravações chegaram a fazer sucesso, como é o caso de Balancê, composição de João de Barro e Alberto Ribeiro. Essa, inclusive, talvez seja a maior dupla de compositores de marchinhas de todos os tempos. A marcha foi lançada por Gal Costa em 1980 e outra foi gravada por Rita Lee. Essa última tinha o nome de Sassaricando e foi composta por Luis Antônio, Jota Júnior e Oldemar Magalhães. A música cantada por Lee, entrou para a abertura da novela de mesmo nome da marchinha.
Para se ter uma ideia, somente em 1952 o país produziu cerca de 400 músicas de carnaval, a maioria delas marchinhas alegres e divertidas.
Veja também:
Agora que você já sabe o que é uma marchinha e como ela funciona, é interessante saber quais são as características dela. Veja abaixo:
Características das marchinhas de carnaval
Algumas características ficaram bem marcadas nas marchinhas de carnaval. Isso porque elas são tão internalizadas que imediatamente é possível identificar uma composição desse estilo. Assim, elas oferecem um importante retrato de diferentes situações do cotidiano. Temas como o amor, política, crítica social, profissões e homenagens são constantemente abordados dentro das marchinhas. Observe abaixo os principais traços e peculiaridades das marchinhas:
– Compasso binários;
– Letras pequenas e simples;
– Sentido ambíguo;
– Facilidade no entendimento e memorização;
– Humor;
– Melodia simples;
– Crítica social e política;
– Ironia e escracho.


