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7 de Setembro: 7 curiosidades sobre a data

Novabrasil
09:30 07.09.2022
Jornalismo

7 de Setembro: 7 curiosidades sobre a data

Hoje, 7 de setembro de 2022, completamos 200 anos de Independência do Brasil. A data marca o início do país como nação independente. O fato histórico é assunto presente nas aulas de história brasileira, mas, o que poucos sabem, é que existem algumas curiosidades sobre o dia 7 de setembro que vamos te contar. Talvez … Continued

Novabrasil - 07.09.2022 - 09:30
7 de Setembro: 7 curiosidades sobre a data
Obra "O Grito" de Pedro Américo (1888) | Foto: Reprodução.

Hoje, 7 de setembro de 2022, completamos 200 anos de Independência do Brasil. A data marca o início do país como nação independente. O fato histórico é assunto presente nas aulas de história brasileira, mas, o que poucos sabem, é que existem algumas curiosidades sobre o dia 7 de setembro que vamos te contar.

Talvez você já tenha ouvido falar que: “No dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil às margens do rio Ipiranga com o grito ‘Independência ou Morte!’”. Ou, até mesmo, visto alguma das pinturas que retratam o episódio. 

Mas, alguns historiadores, após estudos profundos sobre o tema, chegaram à conclusão que: não foi exatamente assim.

Antes das curiosidades sobre essa data, vamos relembrar o plano de fundo que levou à Independência do Brasil?

Retrato de Dom Pedro I por Simplício Rodrigues de Sá (meados de 1930)| Foto: Reprodução/ Museu Imperial

Contexto histórico da Independência do Brasil

As manifestações pelo desejo de independência total de Portugal surgiram quando o Brasil passou de colônia a integrante do Reino Unido de Portugal e Algarves, no período em que Dom João VI esteve no Brasil, de 1808 a 1821. 

Algumas dessas manifestações, inclusive, tinham características separatistas regional e republicano, como o caso da Revolução Pernambucana, em 1817. A revolta ocorreu por conta da insatisfação da região Nordeste do país com os gastos da família real portuguesa, enquanto a região sofria com a crise de desvalorização do comércio do açúcar e do algodão brasileiro no mercado externo.

A queda de Napoleão e o clima político europeu

Depois da queda de Napoleão Bonaparte, em 1815, o clima político europeu começou a mudar. Tanto que, em 1820, acontece uma revolução pelos portugueses na cidade de Porto, em Portugal, exigindo o retorno imediato de Dom João VI e família real para decidir o destino do império.

Com esse contexto, muitos políticos tradicionalistas portugueses defendiam a recolonização do Brasil. Por outro lado, políticos brasileiros defendiam a independência e soberania da nação. Cabia ao então príncipe regente, Dom Pedro I, que estava no Brasil, tomar a decisão de ir a favor ou não de nosso país.

Maçonaria, ‘Manifestos de Agosto’ e a decisão de Dom Pedro I

Alguns fatores tiveram extrema importância nessa decisão. Em junho de 1822, a organização maçônica Grande Oriente Brasílico foi criada, separando-se do já existente Grande Oriente Lusitano, organização que já tinha lojas maçônicas no Brasil. O processo ocorreu em meio ao auge das reações brasileiras às pretensões das cortes portuguesas.

Acontece que em agosto do mesmo ano (1822), o próprio Dom Pedro I foi iniciado em uma das lojas da Grande Oriente Brasílico, chamada Comércio e Artes. Foi então que as figuras de José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira tiveram papel fundamental. 

Os três citados anteriormente eram maçons, faziam parte da organização Grande Oriente Brasílico e eram articuladores da Independência do Brasil. Por este motivo, foram responsáveis por convencer o príncipe regente a aderir à causa.

Vale mencionar também que, no mesmo mês em que Dom Pedro I se juntou à organização maçônica brasileira (agosto), ocorreram dois dos chamados Manifestos de Agosto de 1822, redigidos pelos próprios maçons Gonçalves Ledo e José Bonifácio. Os dois manifestos defendiam orientações políticas a serem seguidas pelo Brasil após a Independência.

Independência do Brasil: 7 curiosidades sobre 7 de setembro

Com o contexto histórico da história brasileira durante o processo de Independência do Brasil, vamos às 7 curiosidades sobre o fatídico 7 de setembro.

O famoso quadro da Independência não é fiel a realidade

Você já deve ter visto o famoso quadro que retrata a Independência do Brasil em livros, internet ou outros veículos. A obra “O Grito” foi feita pelo artista italiano Pedro Américo, em 1888, ou seja, 66 anos depois do ocorrido. 

Historiadores afirmam que alguns elementos na obra não estavam presentes no momento em que o fato ocorreu, como os cavalos, as roupas elegantes (impossíveis de serem usadas no clima tropical brasileiro) e a própria guarda imperial, que não havia sido criada naquela época. A Imperial Guarda de Honra e o Batalhão do Imperador foi criada em outubro de 1822.

Obra “O Grito” de Pedro Américo (1888) | Foto: Reprodução.

Muito provavelmente, Dom Pedro I estava montado em uma mula

Como citamos, a presença de cavalos retratada na obra de Pedro Américo não é uma verdade absoluta. É muito provável que o príncipe regente Dom Pedro I estava montado em uma mula no dia da Independência, não em um cavalo. O motivo? A viagem da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, com destino a São Paulo, local da proclamação, era longa e os cavalos não estavam preparados para carregar tanto peso durante a longa distância.

O grito de “independência ou morte” não existiu

Não, Dom Pedro I não teria gritado “independência ou morte” às margens do Rio Ipiranga. Na verdade, a frase que ele teria dito é mais próxima de:

“Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal”.

Dom Pedro I estava com problemas intestinais

Muitas emoções para Dom Pedro I no dia 7 de setembro. Durante 12 dias de viagem com sua comitiva, o príncipe regente passou por problemas intestinais. O historiador Otávio Tarquino de Sousa descreve: “Aludindo à disenteria que afetara o príncipe, era forçado a apear-se da montaria a todo momento”.

O protagonismo de Maria Leopoldina

Esposa de Dom Pedro I, a austríaca Maria Leopoldina teve grande papel durante o processo de Independência. Além de ter enviado uma carta ao marido durante a viagem a São Paulo, avisando que Portugal tinha a intenção de recolonizar o Brasil, foi ela quem decretou formalmente a Independência do Brasil.

Retrato de Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo | Foto: Reprodução.

A Independência não foi “barata”

Sim, a Independência do Brasil teve um preço. E um preço muito caro. Após a proclamação, Portugal cobrou cerca de 2 milhões de libras esterlinas para aceitá-la. O valor foi tão alto para os cofres brasileiros na época que Dom Pedro I teve que fazer um tratado com a Inglaterra para conseguir o valor. Portugal foi reconhecer a nossa independência apenas três anos depois, em 1825.

O momento não teve grande público

Um dos fatos que também foram mais liberdade artística do que fatos reais na obra de Pedro Américo foi o grande público retratado. Na verdade, havia cerca de 8 pessoas no local do grito de independência, com mais 15 pessoas da comitiva de Dom Pedro I.

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