Setembro Amarelo: o que a música popular brasileira tem a ver com os cuidados com a Saúde Mental?

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10:00 20.09.2025
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Setembro Amarelo: o que a música popular brasileira tem a ver com os cuidados com a Saúde Mental?

Descubra 7 artistas para ouvir na sua playlist

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- 20.09.2025 - 10:00
Setembro Amarelo: o que a música popular brasileira tem a ver com os cuidados com a Saúde Mental?
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Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com transtornos mentais, como ansiedade e depressão, segundo a (OMS). No Brasil, a realidade é ainda mais desafiadora: lideramos o ranking latino-americano em prevalência de ansiedade, com 9,3% da população — cerca de 18 milhões de pessoas, segundo a Fiocruz Brasília. E, de acordo com dados da ONU, os afastamentos por problemas de saúde mental aumentaram 134% nos últimos anos, enquanto menos da metade dos municípios oferecem políticas públicas adequadas para enfrentar esse cenário.

Diante de números tão alarmantes, você pode se perguntar: o que tudo isso tem a ver com a nossa música popular? A resposta é: tudo. A MPB sempre foi mais que entretenimento — é espaço de acolhimento e fortalecimento do que os especialistas chamam de saúde social.

Que tal ativar o autocuidado com canções? Aqui estão 7 artistas para sua playlist no Setembro Amarelo:

1. Dona Ivone Lara — poucos sabem, mas nossa dama do samba foi pioneira ao levar a música ao ambiente hospitalar e psiquiátrico, usando a arte como terapia e expressão do cuidado coletivo.

2. Cantora Clara — idealizadora do projeto premiado Música com Consciência, que une MPB, ciência da felicidade, diversidade, equidade, inclusão e saúde emocional.

3. Kell Smith — canções sobre autoconhecimento, atuou em campanhas como Setembro Amarelo, fala abertamente sobre depressão, autismo e a importância da saúde mental.

4. Teresa Cristina — sambista que reflexiona sobre como o racismo estrutural influencia a saúde mental da mulher negra e autoaceitação.

5. Liniker — aborda temas como autocuidado, aceitação e amor-próprio com delicadeza e potência emocional.

Veja também:

6. Tuyo — as composições íntimas falam de luto, culpa e esperança com sensibilidade.

7. Emicida — artista do rap nacional em “Coração de Gold”, por exemplo, evoca ancestralidade e autocuidado com sabedoria e afeto.

No Setembro Amarelo, mais do que prestar atenção aos números alarmantes, precisamos celebrar a música que acalma e nos permite sentir que não estamos sozinhos. Falando nisso, anote na agenda: Dia (27/09) às 20hs, na Unibes Cultural, tem o show “Música com Consciência”, pra você ouvir e sentir. MPB não é terapia, mas é terapêutica.

Essa publicação é fruto de uma parceria especial entre a Novabrasil e o Fórum Brasil Diverso, evento realizado pela Revista Raça Brasil nos dias 10 e 11 de novembro, que celebra a diversidade, a cultura e a potência da música negra brasileira. Não perca a oportunidade de participar desse encontro transformador — inscreva-se já www.forumbrasildiverso.org

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