Representatividade negra no programa Estrela da Casa

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10:00 21.09.2025
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Música

Representatividade negra no programa Estrela da Casa

Qual artista ganhou sua torcida?

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- 21.09.2025 - 10:00
Representatividade negra no programa Estrela da Casa
Cantora BEA. Foto: Divulgação.

Eu não sei você, mas sempre que estreia um reality musical, fico imaginando a trajetória de cada artista que sobe ao palco. São anos de trabalho no anonimato, desafios pessoais, vitórias silenciosas. Participar de um concurso assim é mais do que cantar: é enfrentar medos, ansiedade, o próprio ego — e, ao final, conquistar o reconhecimento do público que ama a música popular brasileira.

O elenco do programa Estrela da Casa, da Rede Globo, chamou atenção pela representatividade negra e por abrir espaço para artistas de “cult status”, expressão usada para quem possui público fiel em nichos específicos, mesmo sem fama generalizada.

Começamos por BEA, carioca de Nova Iguaçu, com 27 anos de estrada no pagode e turnês na Inglaterra e em Portugal. Ex-backing de Rodriguinho, sonha em criar um selo para produzir artistas pretos e LGBTQIA+. Diz que aposta no carisma, na música e, em sua irreverência.

Thainá Gonçalves, do gospel, começou a cantar aos 3 anos na igreja, aos 14, já liderava corais. Hoje, aos 33, com três filhos, carrega a força de quem já sofreu bullying por ser negra, gorda e pobre, mas aprendeu a amar seu corpo. Ganhou destaque ao cantar Whitney Houston no Domingão com Huck e sonha em transformar sua voz em propósito.

De Minas Gerais vem Sudário, 36 anos, representante do pagode. Multi-instrumentista e compositor de mais de 80 músicas, já cantou com nomes como Alexandre Pires, Raça Negra e Xande de Pilares. Casado e pai da Sophia, celebra o fato de viver de música nos últimos sete anos, após muita luta.

Camille Vitória, de São João de Meriti, iniciou a carreira no karaokê e hoje divide-se entre o estágio em um CAPS e o amor pelo R&B, black music e pop. Mesmo no início, já trabalhou com Tá na Mente e rappers como Azzy.

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De Brasília, Talíz, 27, cresceu cercada de música: os avós cantavam sertanejo raiz e o pai teve banda de baile. Aos 20 já se apresentava em bares e lançou seu trabalho autoral em 2018. Sua canção “Eu Faço” chamou atenção de Ludmilla e Gloria Groove. Apesar de ter no R&B suas maiores influências, não esconde a paixão pelo samba e pelo pagode.

O Estrela da Casa não mostra apenas vozes, mas histórias que refletem diversidade, resistência e representatividade. Cada apresentação é mais do que música — é identidade, propósito e sonho.

Essa publicação é fruto de uma parceria especial entre a Novabrasil e o Fórum Brasil Diverso, evento realizado pela Revista Raça Brasil nos dias 10 e 11 de novembro, que celebra a diversidade, a cultura e a potência da música negra brasileira. Não perca a oportunidade de participar desse encontro transformador — inscreva-se já www.forumbrasildiverso.org

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