Nova versão de “Negro Gato” faz até a IA subir no telhado

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10:00 14.09.2025
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Nova versão de “Negro Gato” faz até a IA subir no telhado

Releitura do clássico de Wilson Simonal mistura ritmo, ousadia e tecnologia, provando que até a inteligência artificial se impressiona com a batida

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- 14.09.2025 - 10:00
Nova versão de “Negro Gato” faz até a IA subir no telhado
Luiz Melodia Foto: Divulgação.

Em tempos de inteligência artificial, nada como sentir a potência da arte real. Sabe aquele som que te pega de surpresa e arrebata? Foi assim que conheci Marcelo Dai, cantor, compositor, baterista e multi-instrumentista mineiro.

De cara, impressiona: homem negro, estiloso, black power impecável, óculos escuros, comandando a bateria e o microfone ao mesmo tempo — Pra ter noção da dificuldade, um dos instrumentos mais complexos de aprender é a bateria, ela exige uma coordenação motora completa, porque você utiliza os braços, as pernas e a mente ao mesmo tempo ou seja, um feito raro na música! Entre os poucos que arriscam essa combinação estão Phil Collins, Ringo Starr e Dave Grohl. No Brasil, nomes como Serginho Herval e Júnior Lima, mas nem todos fazem um show inteiro tocando e cantando assim como Marcelo Dai.

Sua estreia como cantor é no 22º episódio do Sonastério Ilumina, formato live-session, com minidocumentário. Lançado em 7 de agosto, uma homenagem a música negra brasileira, mesclando soul, pop e percussão afro-latina. A banda, formada por músicos negros, reforça a representatividade: Vinícius Ribeiro (baixo), Acauã Ranne (guitarra), Richard Neves (teclado), Daniel Guedes (percussão), Vinícius Augustus e Xande Moreira (sax), Leonardo Brasilino (trombone) e Pedro Mota (trompete).

O ponto alto é “Negro Gato”, de Getúlio Côrtes — um dos poucos negros da Jovem Guarda. A canção, já interpretada por Roberto Carlos, Luiz Melodia, ganha sua “oitava vida”: arranjos criativos, groove irresistível e uma interpretação que brinca até com a Pantera Cor-de-Rosa. Manifestando orgulho e resistência.

O álbum traz 6 faixas carregadas de representatividade, incluindo “Tributo a Martin Luther King”, eternizada por Wilson Simonal. Além de homenagear o líder dos direitos civis, repara a injustiça sofrida por Simonal, que foi injustamente “cancelado” durante a ditadura militar.

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Na última faixa, surpreende com uma performance a cappella, usando apenas a voz como instrumento em referência a Bobby McFerrin. Marcelo Dai é encontro de técnica, alma e ancestralidade, provando que, por mais que a IA avance, o coração da música bate no humano.

Essa publicação é fruto de uma parceria especial entre a Novabrasil e o Fórum Brasil Diverso, evento realizado pela Revista Raça Brasil nos dias 10 e 11 de novembro, que celebra a diversidade, a cultura e a potência da música negra brasileira. Não perca a oportunidade de participar desse encontro transformador — inscreva-se já www.forumbrasildiverso.org

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