Cris Braun revisita canção de Jards Macalé no EP “Terno”

Fabiane Pereira
14:14 22.01.2026
Autor

Fabiane Pereira

Jornalista e radialista
Música

Cris Braun revisita canção de Jards Macalé no EP “Terno”

Trabalho, que já está disponível nas plataformas digitais, reúne três autorais e a releitura de “Meu Amor Meu Cansaço”

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- 22.01.2026 - 14:14
Cris Braun revisita canção de Jards Macalé no EP “Terno”
Foto: Divulgaçaõ.

Cris Braun apresenta Terno: um EP com três faixas inéditas e autorais e uma releitura de Jards Macalé. O trabalho já chegou as plataformas digitais e reúne facetas estéticas distintas, pinceladas da ampla paleta musical da artista. Cada uma delas expressa um segmento abraçado pela cantora ao longo de seus 30 anos de carreira. Pequenas obras inicialmente descartadas, “de lugar nenhum”, mas que, quando reunidas, fazem sentido justamente pela colossal diferença entre si.

Para começar, uma bossa. “Olhamor”, assinada em parceria com Fernando Fiúza, realça a elegância de seu canto sutil e despojado. A roupagem jobiniana ganha nova leitura com a participação de Félix Baygon (baixo), Alysson Paz (bateria) e Dinho Zampier (piano), todos integrantes do Clube do Jazz Maceió.

A fatia pop não poderia ficar de fora da festa. Se na faixa anterior Cris Braun afirma que “vai”, aqui ela diz que “iria”. “Eu Iria”, outra parceria com Fernando Fiúza, traz o arranjo preciso de Dinho Zampier nos teclados e programações, além das guitarras certeiras de Toni Augusto.

Na sequência, a cereja do bolo: a faixa instrumental “Logun Mi”, integralmente composta, tocada e gravada pela artista em seu home studio. “É um experimento, comigo brincando”, define Cris. Uma experiência deliciosa aos ouvidos, em formato de ambient music. E ainda, uma pérola de Jards Macalé e Rômulo Fróes: “Meu Amor Meu Cansaço”, gravada por Jards no álbum Besta Fera (2019).

Mesmo embalado pela despretensão, “Terno” revela mais do que parece sobre a poética multifacetada de Cris Braun. Um conjunto emblemático de composições que traduzem diversidade, bagagem, maturidade e personalidade de uma das mais cativantes artistas da música brasileira.

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A artista, que fez parte da cultuada banda Sex Beatles, já colaborou com nomes como Leoni, Wado, Paula Toller, Renato Russo e Dado Villa-Lobos, e foi convidada pela eterna rainha do rock, Rita Lee, para abrir seus shows.

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