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Vídeo sobre transplante de cabeça é falso; entenda o que é verdadeiro no avanço da neurociência
Vídeo sobre transplante de cabeça é falso; entenda o que é verdadeiro no avanço da neurociência
Vídeo falso foi comparilhado e alcançou milhões de visualizações nas últimas horas; médico ouvido pela Novabrasil explica qual é o avanço da neurociência.
É completamente falsa a informação amplamente divulgada nas redes sociais de que uma startup de neurociência e engenharia biomédica teria revelado que seria possível contar com um sistema seguro para realizar a transferência de cabeça de um paciente saudável para o corpo de um doador saudável e com morte cerebral. A informação sobre o ‘transplante de cabeça’ foi divulgada até por veículos de imprensa internacional.
No entanto, no Jornal Novabrasil desta terça-feira (28), o médico neurologista cognitivo e professor do Centro Universitário São Camilo, Fábio Porto, explicou a ‘fake news’.
“O vídeo é bonito, prende a atenção. Mas vamos lá: o vídeo diz que é a cura do parkinson, do Alzheimer, mas essas doenças também estão no cérebro. Se você transplantar um cérebro com Alzheimer para um corpo saudável, a doença vai se manter. Então temos que ter cautela para não acreditarmos piamente numa notícia dessas “, comentou o especialista.
No vídeo falso e amplamente compartilhado e noticiado, a animação mostra diversos braços de um robô-cirurgião retirando rapidamente a cabeça de um homem morto e colocando-a sobre um corpo jovem e saudável. O médico reiterou que a notícia é falsa e explicou os avanços da ciência no tema até o momento.
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“A gente está muito distante de reconectar a medula , o cérebro, os neurônios, ainda é uma tecnologia que estamos muito distantes. Está muito distante porque vamos pensar: quando uma pessoa tem uma lesão medular, fica tetraplégica ou paraplégica, se fosse possível reconectar a medula, já faríamos isso com essas pessoas. Está fora da realidade ainda essa capacidade. O cérebro ainda é uma caixa preta pra gente. Me surpreendi muito quando vi a notícia e procurei em sites científicos, mas não tem cabimento”,

