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“Investimento em mobilidade urbana garantirá qualidade de vida aos moradores de SP”, diz especialista
“Investimento em mobilidade urbana garantirá qualidade de vida aos moradores de SP”, diz especialista
Ao Jornal Novabrasil, Sergio Ejzenberg diz que a solução está no transporte público rápido, seguro e sustentável
As eleições municipais se aproximam, e com elas uma variedade de propostas para melhorar a vida da população. Um dos temas que os candidatos se debruçam para propor grandes e mirabolantes soluções que, no fim das contas, se mostram vazias e pouco solucionam o problema é mobilidade urbana.
Modernizar os semáforos, dobrar os quilômetros de ciclovias ou inventar novas formas de locomoção são algumas das ideias que, a cada quatro anos, aparecem como medidas que prometem aumentar a qualidade de vida do trabalhador. Mas, para o especialista em mobilidade, Sergio Ejzenberg, todas são ultrapassadas e o poder público deve investir em transporte público sobre trilhos e em corredores de ônibus.
A sugestão foi dada em entrevista ao Jornal Novabrasil, apresentado por Heródoto Barbeiro, onde o engenheiro disse, também, que “não existem grandes novidades. A receita das cidades que funcionam, no mundo, é transporte público de qualidade, de tal forma que o deslocamento seja rápido, seguro e sustentável.”
Com essa receita, a única garantia, numa cidade como São Paulo, que tem milhões de viagens por dia, “é o transporte público com trem e metrô integrado com corredores de ônibus. É seguro, sustentável e mais barato”, acrescenta Ejzenberg.
“Qualquer outra alternativa que se venha a ter pode ter apelo midiático, pode ter qualquer resultado romântico, mas não resolve o problema da mobilidade”, completa o especialista. De acordo com o entrevistado, o problema da mobilidade está diretamente relacionado com a logística, e cidades como Londres, Paris e Nova Iorque solucionaram essa questão, se tornando “cidades viáveis”.
Assista a entrevista abaixo:
Reflexo da falta de investimento em transporte público de qualidade
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Quando o transporte demora muito para chegar, é superlotado e não tem pontualidade, o comum é que o motorista retire seu carro da garagem para garantir o mínimo conforto, mesmo que isso signifique enfrentar um trânsito mais carregado até seu compromisso. A única forma de combater esse pensamento da individualidade é investindo em transporte público, sobretudo nos trilhos e corredores de ônibus.
“Veja só que interessante, na cidade de São Paulo, onde a gente acha que o paulistano nasceu amarrado em seu veículo, isso não é verdade. Quando se inaugura uma linha de metrô, em uma semana ela está lotada. As pessoas largam todos os outros meios de transporte possíveis e mergulham na nova linha de metrô”, elucida Sergio Ejzenberg.
Do ponto de vista prático, a capital possui cerca de 100 quilômetros de metrô. Para que São Paulo tenha um nível de serviço semelhante às cidades citadas acima, seriam necessários algo entre 400 Km e 600 Km, explica o especialista. Para chegar a esse número, Elzenberg explica que se calcula a quilometragem pelo número de habitantes. “Então, nós estamos muito atrás”, avalia.

