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Quer se destacar no trabalho? O voluntariado pode ser o segredo
Quer se destacar no trabalho? O voluntariado pode ser o segredo
Na semana do voluntariado, o presidente do Instituto Anchieta Grajaú destaca como a prática desenvolve habilidades e muda realidades
A atividade do voluntariado é um convite à reflexão sobre como gestos solidários podem transformar tanto quem doa tempo e habilidades quanto quem os recebe. Para Maurício Turra, presidente do Instituto Anchieta Grajaú, a prática vai muito além da boa vontade: “A partir do voluntariado, você amplia relacionamentos e desenvolve habilidades como empatia, comunicação e compreensão de realidades diferentes”.
Segundo ele, essa vivência gera impacto direto na vida profissional e pessoal: “A capacidade de se colocar no lugar do outro é essencial para qualquer carreira. O voluntariado permite esse exercício de forma prática e constante”.
O impacto no Grajaú
Localizado na zona sul de São Paulo, o Instituto Anchieta Grajaú atende milhares de famílias com diferentes iniciativas, da creche ao contraturno escolar. “Nós cuidamos de quase 3 mil famílias da região, oferecemos capacitação profissional, contraturno para jovens e mantemos uma creche com 120 crianças”, explica Turra.
Nesse contexto, o trabalho dos voluntários é decisivo. “A experiência de perceber que você consegue ajudar uma criança, um idoso ou um jovem é transformadora. Não só para quem recebe, mas também para quem doa o seu tempo e energia”.
Como começar?
Muitos ainda acreditam que ser voluntário exige habilidades específicas, mas Turra é direto: “O que precisa é atitude e interesse. Identificar qual causa mais sensibiliza você e buscar uma instituição próxima já é um grande começo”.
Ele lembra que todos podem contribuir com o que sabem fazer. “Se você é contador, pode apoiar em finanças. Se é comunicador, pode ajudar na divulgação. Sempre há espaço para oferecer habilidades profissionais em prol da comunidade”.
Uma prática enraizada no Brasil
O voluntariado tem raízes profundas no país, lembra Turra. “Ele começou ligado às religiões que chegaram aqui, principalmente a católica, por meio das Santas Casas. Depois, foi se expandindo. A pandemia reacendeu esse espírito solidário, e percebemos que muita gente seguiu engajada até hoje”.
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Para ele, essa mudança cultural é um avanço: “As experiências que nascem do voluntariado são significativas e transformadoras. É um caminho de solidariedade que se mantém vivo”.
Como participar
Quem deseja se engajar pode procurar organizações no próprio bairro ou entrar em contato com o Instituto Anchieta Grajaú, que mantém diferentes frentes abertas à colaboração de novos voluntários.
“Certamente, dentro de 500 a mil metros de onde você mora existe uma entidade social que precisa de ajuda. Basta dar o primeiro passo”, resume Turra.



