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Qual o momento certo para dar um celular às crianças?
Qual o momento certo para dar um celular às crianças?
Escritor, professor, filósofo e colunista da Novabrasil, Gabriel Chalita trouxe detalhes de um estudo americano sobre o tema e explicou alternativas para lidar com esse dilema moderno; confira
O Rio de Janeiro recebe, nesta semana, a segunda edição do Web Summit Rio. Trata-se de um evento de tecnologia e inovação e que deve reunir 40 mil pessoas no Riocentro.
Entre os assuntos discutidos e apresentados no Web Summit Rio estão inteligência artificial, criptomoedas, big data e vários outros relacionados à inovação. Além disso, o evento conta com participação de nomes como o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, o cantor Gilberto Gil e a Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
E com tanta tecnologia e novidades presentes no dia a dia, fica uma questão que merece nossa atenção: quando é o momento certo de dar um celular para uma criança?
O filósofo, escritor e colunista da Novabrasil, Gabriel Chalita, que participou do Web Summit, destacou que, uma das preocupações da Sociedade Brasileira de Pediatria, é o excesso de tempo em que as pessoas ficam com o celular, principalmente as crianças. “Crianças de zero a 12 anos no Brasil, quase 50% têm um celular”, diz ele.
Recentemente, uma recomendação de educadores da Inglaterra sugeriu que o aparelho deve ser dado às crianças somente a partir dos 13 anos. Chalita lembra que “alguns pais acabam dando o celular para o filho por segurança. Para saber onde estão ou mesmo para alguma ajuda, se necessário”. O detalhe é que outro estudo, uma pesquisa americana, mostrou que as crianças ficam 7 horas por dia com o celular. Tempo considerado excessivo por muitos especialistas.
Para Chalita, “o ser humano constrói e usa a máquina, mas não é máquina. Seres humanos precisam de seres humanos”. Diante disso, precisam de vínculos, afeto e atenção. E muitas vezes, “essas crianças não encontram esses vínculos nem em casa e nem na escola. A ausência de diálogo, ausência do brincar, do deitar no colo, faz com que eles busquem isso em algum lugar. Normalmente, nas redes sociais”, avalia o filósofo.
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E num mundo tão tecnológico, o brincar é muito importante, mesmo com crianças que nascem numa era de telas. O estudo americano sobre crianças e celulares, indicou ainda que 45% das meninas até 12 anos sofrem de depressão. E entre os meninos, esse índice chega aos 30%. “O problema não é a máquina, é o ser humano. É como educo as pessoas para usar a máquina”, conclui Chalita.
Portanto, o celular não é um problema, mas é importante refletirmos sobre como usamos e o momento certo de começar essa utilização com as crianças.

