Vaticano usa Inteligência Artificial na Basília de São Pedro

Fernando Barra
08:18 18.11.2024
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Fernando Barra

Especialista em Tecnologia e Inovação
Inovação

Vaticano usa Inteligência Artificial na Basília de São Pedro

A expectativa é que a ação também aumente o número de visitantes, ainda que de maneira virtual

Avatar Roberto Nonato
- 18.11.2024 - 08:18
Vaticano usa Inteligência Artificial na Basília de São Pedro
Inteligência Artificial vai ajudar a conservar a basílica e permitirá que mais pessoas conheçam o local virtualmente | Foto: commons.wikimedia.org/

O Vaticano lançou novos serviços de inteligência artificial para a Basílica de São Pedro. Após uma colaboração com a Microsoft, foi criado um gêmeo digital da basílica. Foram mais de 4 semanas com diversos drones filmando e fotografando detalhes da igreja.

O especialista em Tecnologia e Inovação e Colunista da Novabrasil, Fernando Barra, diz que “se todas as informações captadas fossem armazenadas em dvds e colocados um em cima do outro, teríamos 6 quilômetros de altura de dvds com os dados”. Barra diz que o objetivo dessa ação vai muito além de criar uma experiência digital aos visitantes. “A ideia é criar um gêmeo digital. Com o uso da IA, as fotos estão ligadas à um software que controla toda basílica e acompanha temperatura, fluxo de visitantes, etc”, diz ele.

Esse gêmeo deve ser capaz de identificar possíveis manutenções, locais de riscos e criar até uma logística melhor para os visitantes presenciais. No lançamento, foi identificado nos alicerces da igreja algumas manutenções importantes para a construção.

O Papa Francisco já acessou a primeira versão do experimento nessa semana e, em breve, isso ficará público. Atualmente, cerca de 40 mil pessoas visitam a basílica presencialmente. O colunista avalia que “esse número deve subir para 300 mil pessoas com acesso pela internet. Quem não tem oportunidade de ir presencialmente, poderá observar pela internet”,

Esse projeto inovador tem sido utilizado em outras áreas também, como indústria, agricultura e até gêmeos digitais em turbinas eólicas. Segundo Fernando Barra, “a tendência é que, com o tempo, a gente tenha gêmeos digitais de todos os edifícios, carros, fazer manutenções e até prever alagamentos, por exemplo”. Essa expectativa, porém, deve ainda demandar alguns anos para se espalhar.

Veja também:

Recentemente, o jornalismo da Novabrasil ouviu Victor Gadelha, da área de tecnologia da Dasa, que destacou que, no futuro, deveremos ter gêmeos digitais humanos. Quando for necessário testar algum medicamento, será possível fazer com o gêmeo digital para saber se não há reação ao tratamento. Fernando Barra afirma “esperar que esses gêmeos digitais cheguem rápido e para o bem da humanidade”.

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