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Tripulantes sobrevivem a ataque dos EUA no Caribe; ação foi perto da Venezuela
Tripulantes sobrevivem a ataque dos EUA no Caribe; ação foi perto da Venezuela
Força militar ordenada por Trump já matou 27 pessoas; ação levanta críticas internacionais
Vítimas de um ataque das forças armadas dos Estados Unidos contra uma embarcação no mar do Caribe, nesta quinta-feira, 16 de outubro, sobreviveram pela primeira vez desde o início da ofensiva americana na região. A informação foi divulgada por grandes veículos da imprensa dos Estados Unidos, que citam fontes oficiais do governo.
Até agora, todos os ataques anteriores resultaram na morte total dos tripulantes. 27 pessoas já morreram. O governo Trump afirma que as embarcações atacadas estavam ligadas ao narcotráfico venezuelano, mas não há registro público que confirme esta informação.
No entanto, Pentágono e o governo da Venezuela ainda não comentaram oficialmente sobre os sobreviventes nem sobre o estado de saúde das vítimas.
Trump considera ações por terra
Durante um discurso, o presidente Donald Trump afirmou que está avaliando ações militares terrestres contra cartéis venezuelanos, além de já ter autorizado operações da CIA por terra no país sul-americano.
“Estamos certamente olhando para a terra agora, porque temos o mar muito bem controlado“, disse Trump.
Venezuela reage e aumenta presença militar
Em resposta, o governo de Nicolás Maduro reforçou a presença de militares em áreas costeiras e na fronteira com a Colômbia. Militares também começaram a treinar civis no uso de armas, segundo fontes oficiais de Caracas.
Maduro acusou Washington de usar o combate ao tráfico como pretexto para interferência no país, com o objetivo de derrubar seu governo e assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas.
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Ilegalidade dos ataques
Consequentemente, as ações militares americanas geraram reações negativas de outros países. Especialistas em direito internacional afirmam que assassinatos sumários são ilegais, mesmo se houver ligação entre as vítimas e o tráfico.
Reações regionais
Por outro lado, o governo de Trinidad e Tobago investiga se dois dos mortos são cidadãos do país. Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, levou a questão à ONU. Ele pediu a abertura de um processo penal contra Donald Trump, por suspeitar que cidadãos colombianos estejam entre as vítimas dos ataques.
Ao mesmo tempo, o almirante Alvin Holsey, comandante das operações militares dos Estados Unidos na América Latina, anunciou a saída do cargo e aposentadoria. Segundo o New York Times, Holsey teria expressado preocupações com bombardeios de barcos no Caribe, que Washington alega combater o tráfico de drogas. A imprensa norte-americana considerou a demissão como “inesperada”.
Em paralelo, uma reportagem da BBC internacional mostrou o medo dos pescadores a Oeste da Venezuela, de serem atingidos pelos mísseis norte-americanos. Washington afirma combater o narcotráfico, enquanto Maduro acusa os Estados Unidos de preparar uma ofensiva militar contra a Venezuela.



