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Thiago Ávila segue detido e deve retornar ao Brasil após audiência em Israel
Thiago Ávila segue detido e deve retornar ao Brasil após audiência em Israel
Irmã do brasileiro que levava ajuda humanitária à Gaza revela que Ávila se recusou a assinar 'nota de culpa' e que família segue sem contato direto
Thiago Ávila, um dos 12 tripulantes voluntários da Flotilha da Liberdade confiscada pelo governo israelense, continua no país sob custódia. O brasileiro se negou a assinar uma ‘nota de culpa’ por não cometer nenhum crime, segundo confirmou sua irmã, Luana.
Ela revelou à Novabrasil que Ávila também se recusou a sair do país enquanto todos os outros 11 tripulantes não estivessem em liberdade. “Embora isso me deixe aflita, não esperava nada diferente dele que é meu herói“, contou.
Luana recebeu as informações por fontes indiretas e não obteve novas informações, nesta terça-feira, 10 de junho, do Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro acompanha o caso enquanto a família continua sem autorização de Israel para falar diretamente com Ávila.
Em nota, o Itamaraty recordou “o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais”, e declarou que “o Brasil insta o governo israelense a libertar os tripulantes detidos”.
Itamaraty
Também nesta segunda-feira, dia 9 de junho, a Secretária-Geral, Embaixadora Maria Laura da Rocha, recebeu Lara Souza, mulher de Ávila, a quem garantiu o acompanhamento de funcionários da Embaixada do Brasil junto ao ativista para garantir que o brasileiro receba tratamento digno e tenha seus direitos observados.
Enquanto isso, o ativista permanece em território israelense, onde deve passar pela Justiça para receber autorização para sair do país. Outros sete integrantes da frota que levava ajuda humanitária à Gaza também continuam detidos.
Já o governo de Benjamin Netanyahu informou que encaminharia à autoridade judicial quem se recusasse a assinar o documento de auto deportação.
A comunidade @Landpalestine informou, em publicação no Instagram, que 7 ativistas, assim como Thiago, se recusaram a assinar o documento que atestaria que eles entraram em território israelense de forma ilegal, o que não ocorreu. No momento, eles estão presos e irão a julgamento para definições de uma deportação forçada, o que pode ocorrer em até 96 horas.
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Greta Thunberg
Ao mesmo tempo, a ativista sueca Greta Thunberg, reconhecida pela atuação em defesa dos direitos humanos e da causa ambiental, que integrava a flotilha, já está em solo francês, de onde segue, deportada, para a Suécia.
Ao chegar no aeroporto de Paris, Greta disse a repórteres que Israel violou a Lei Internacional, já que a flotilha se encontrava em águas internacionais quando foi interceptada, fora do território de controle de Israel.
A organização não governamental Addameer, o número de presos políticos palestinos passou dos 10.400, enquanto mais de 3.500 pessoas estão detidas sem acusações formais. Entre elas, 440 crianças.
Nesta segunda, dia 9 de junho, 100 mil franceses tomaram a Praça da República, em Paris, em protestos contra o ‘genocídio’ do povo palestino.

