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Guerras e desinformação são ameaças imediatas e de curto prazo
Guerras e desinformação são ameaças imediatas e de curto prazo
Relatório do Fórum Econômico Mundial indica ainda que o clima extremo é o maior risco a longo prazo
As guerras são a principal ameaça para o mundo em 2025, enquanto a desinformação é o maior risco global no curto prazo, ou seja, nos próximos dois anos. Os dados são de relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. O documento foi divulgado nesta quarta-feira, dia 15, e é baseado na percepção de 900 especialistas consultados.
O Fórum classifica as ameaças ao planeta como riscos imediatos, ou seja, para este ano, riscos de curto prazo (2 anos) e de longo prazo (10 anos). As guerras, no cenário imediato, aparecem em primeiro, muito em função das guerras na Rússia e Ucrânia e Oriente Médio; a Desinformação é a principal ameaça no curto prazo; e os eventos climáticos se tornam o principal risco daqui a 10 anos.
Esta é a segunda vez que a desinformação aparece como maior ameaça no curto prazo. Em 2024, o tema também aparecia na primeira posição. Os eventos climáticos extremos surgem logo a seguir como ameaça ao planeta nessa categoria de curto prazo.
O documento do Fórum destaca que “Há muitas formas pelas quais a proliferação de conteúdos enganosos complica o ambiente geopolítico. É o principal mecanismo para que entidades externas afetem intenções de voto; pode semear dúvida no mundo sobre o que ocorre em zonas de conflito; ou pode ser usada para manchar a imagem de produtos ou serviços de outros países”.
A colunista da Novabrasil, Sônia Consiglio, especialista em sustentabilidade lembra que “quando olhamos para o horizonte de dez anos, ao menos quatro riscos globais são ambientais. São eles: eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade, mudanças críticas nos sistemas terrestres e escassez de recursos naturais”. Além disso, líderes empresariais brasileiros destacam os riscos que ameaçam o país nos próximos dois anos. Eles elencaram a desaceleração econômica, dívida pública, escassez de mão de obra e talentos, eventos climáticos e pobreza e desigualdade, como principais problemas.
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Para a colunista, “o que deixa a gente animada é que o risco ambiental entrou pela primeira vez na preocupação dos líderes brasileiros”. No ano anterior, esse dado não estava presente.
O relatório divulgado pelo Fórum deve ser base para as discussões que serão realizadas em Davos, na Suiça, entre os dias 20 e 24 de janeiro. No anúncio do relatório, os especialistas disseram que o único caminho para enfrentar todos esses riscos é a colaboração.
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