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Nobel da Paz vai para organização antinuclear japonesa
Nobel da Paz vai para organização antinuclear japonesa
O prêmio reconhece, anualmente, pessoas ou organizações que promovam a fraternidade entre nações e propõem mecanismos para a paz
A Organização Não-Governamental Nihon Hidankyo, do Japão, recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2024 nesta sexta-feira, 11 de outubro. O Comitê Norueguês do Nobel anunciou a vencedora em um evento sediado em Oslo.
A escolha do prêmio foi pelos “esforços para alcançar um mundo livre de armas nucleares e demonstrar, por meio de testemunhas, que as armas nucleares nunca mais devem ser usadas“.
A Nihon Hidankyo foi formada em 1956 para pressionar o governo japonês a prestar apoio aos sobreviventes das bombas nucleares de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945.
Elas foram jogadas pelos Estados Unidos, ao final da Segunda Guerra Mundial.
Mais de 210 mil pessoas morreram. A continuidade de testes atômicos pelas potências nucleares da época também levou o grupo a defender a abolição das ogivas.
O professor Igor Lucena, especialista em Relações Internacionais, admite a possibilidade de uma ameaça nuclear, principalmente no conflito envolvendo Ucrânia e Rússia:
“Não é aquela grande explosão, que a assistimos e é retratada nos filmes de Hiroshima e Nagasaki, mas o uso de armas nucleares específicas capazes de destruir bairros inteiros“.
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Essa medida, extrema, “deixaria outras nações livres do chamado tabu das armas nucleares para atingir seus próprios objetivos de expansão territorial“, de acordo com o professor.
Além do mais, o professor reconhece que o Nobel é um prêmio às 37 regiões do Japão que tentam proclamar o não uso de armas nucleares.
E também “um recado que o conselho do prêmio quer dar à sociedade de que não pode haver paz no mundo se voltarmos a usar as armas nucleares“.
Donald Trump, Elon Musk, o Papa Francisco, Julian Assange, e a ONG Repórteres sem Fronteiras também estavam entre os nomeados este ano, segundo informações da DW Brasil.

