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Diego Amorim: “Vamos separar as coisas em relação ao Judiciário”
Diego Amorim: “Vamos separar as coisas em relação ao Judiciário”
Diego Amorim diz na Conexão Brasília que todos os Poderes precisam se colocar à disposição do escrutínio público
Na coluna Conexão Brasília desta quarta-feira (27), somente na Novabrasil FM, faço um comentário a partir de uma nova operação da Polícia Federal que mira possível venda de decisões judiciais. São investigados crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.
As investigações revelam a existência de um possível esquema que envolve advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e juízes. Segundo as investigações, os suspeitos exigiam pagamentos para favorecer partes em processos judiciais por meio de decisões que atendiam a seus interesses.
Nós precisamos separar as coisas em relação ao Judiciário.
Uma coisa são os ataques ao Judiciário e ao STF, por exemplo, com intenções golpistas e de fragilizar as instituições e, por consequência, a democracia.
Outra coisa é todo mundo ter a liberdade (e o direito, eu diria) de fazer críticas e exigir investigações firmes e contundentes sobre o Poder Judiciário.
Precisamos falar de venda de sentenças, de esquemas entre escritórios de advocacia e juízes, de escritórios de parentes de ministros, desembargadores, juízes. Isso para não falar dos supersalários.
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Nunca houve neste país uma CPI sobre o Judiciário, a título de ilustração. Em assim sendo, ficamos a mercê de algum corajoso abrir o bico e dar início a alguma investigação.
Excelentíssimos senhores e senhoras do Judiciário precisam entender que não são deuses intocáveis e precisam se colocar à disposição do escrutínio público.

