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Diego Amorim: “O Rei está nu”
Diego Amorim: “O Rei está nu”
Amorim comenta na coluna uma característica que une praticamente todos os que chegam ao poder
Certa vez, a empresária Luiza Trajano disse o seguinte: “Você só cresce quando ouve aquilo que não quer ouvir”. A partir dessa frase dela — e da conversa com dois ex-deputados federais –, construí meu comentário desta segunda-feira (20) na rádio Novabrasil.
Não querer ouvir críticas é uma característica que une praticamente todos os que chegam ao poder, independentemente da coloração política e do nível do cargo.
Quando eleita, a pessoa se sente por demais empoderada e, quase sempre, se cerca de bajuladores e de interesseiros na permanência daquele poder. Como o jogo da política é bruto, é fácil a pessoa também encarar como potencial sabotador quem diz algo contrário do que ela pensa.
Nesse raciocínio, recomendo a leitura do conhecido conto do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen que relata a história do “rei nu”. Para perceber as vezes em que está “nu”, o ideal seria todo político eleger um grupo de conselheiros de confiança, mas a cabeça costuma ser dura demais para isso.
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