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Diego Amorim: “A Lava Jato do início ao fim”
Diego Amorim: “A Lava Jato do início ao fim”
Na coluna desta quinta-feira (23) na Novabrasil, fiz um retrospecto da Operação
Na coluna desta quinta-feira (23) na Novabrasil, fiz um retrospecto da Operação Lava Jato, do início ao fim. Falar de Lava Jato é sensível, porque mexe com paixões de todos os lados e estimula gatilhos de conceitos já estabelecidos.
A Lava Jato nasceu 10 anos atrás numa investigação no Paraná que acabou revelando um grande esquema que envolvia partidos políticos, grandes empreiteiras, empresários poderosos e a maior estatal do país, a Petrobras. Naquele momento, o país inteiro se encheu de alguma esperança e apoiou a operação.
A prisão de Lula talvez tenha sido um marco da operação. Até antes desse fato, surgiu a visão de que a Lava Jato havia escolhido um lado e virado um grupo com fins políticos. A implosão da operação foi sendo construída a partir de uma série de episódios: acusações de conluio e crimes contra líderes da Lava Jato, a chamada ‘Vaza Jato’, a ida de Sergio Moro para o governo Bolsonaro, entre outros.
Nesta semana, o STF, por meio do ministro Dias Toffoli, anulou todas as acusações envolvendo Marcelo Odebrecht. Também José Dirceu foi salvo de uma condenação e pode voltar a se candidatar. No mesmo dia, o TSE decidiu não cassar o mandato de Moro, o ex-juiz da Lava Jato que hoje é senador.
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A minha reflexão: há um entendimento cristalizado no mundo jurídico, por diversas razões, de que tudo o que foi feito pela Lava Jato, em razão dos métodos, sobretudo, não tem valor e precisa ir para a lata de lixo da história. A população entende isso? Assista ao meu comentário.

