Novabrasil
Amazônia tem recordes históricos de seca e queimadas
Amazônia tem recordes históricos de seca e queimadas
Número de incêndios é o maior desde 1998 e região está em situação de alerta
Um levantamento feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectou que a situação na Amazônia é grave em 37 municípios, que tiveram mais de 100 focos em apenas uma semana. Só na cidade de São Félix do Xingu (PA) o registro foi de 1.443 focos de incêndios.
O satélite europeu Copernicus também coletou imagens alarmantes da região. Foi registrada uma mancha de fogo com mais 500 quilômetros de extensão e mais de 400 quilômetros de largura que tem avançado sobre a Amazônia. O fenômeno cobria os estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas do Peru, Bolívia e parte do Paraguai.
Em entrevista ao Jornal Novabrasil, André Vianna, diretor técnico do Idesam, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, diz que o cenário é resultado de um conjunto de ações: “Este é um ano de segundo ciclo de El Nino, que está ocasionando essa seca prolongada, que gera problemas nos rios. Junto com a seca, provocada pelo El Nino, temos a ação humana gerando essas queimadas. Não só os incêndios para as limpezas de terreno, mas também são associadas à grilagem”.
Ainda de acordo com o Inpe, o estado do Amazonas teve o pior agosto para queimadas de toda base histórica do instituto. Foram computados 10.328 focos de incêndios, maior índice desde a medição em 1998.
André Vianna também conta que o governo já lançou um decreto proibindo a prática de queimadas neste período mais crítico, mas não é o suficiente: “Ter mais fiscalização dos governos e maior número de pessoas combatente esses incêndios. A gente via cada vez mais enfrentar esses eventos extremos, então é importante prever e ter recursos para isso”.
Os rios também sofrido com os impactos, na região de na região de Tabatinga, Alto do Rio Solimões, por exemplo, o nível do rio é o mais baixo já registrado, com menos de 94 centímetros. A situação também influencia outros rios da região.
Veja também:
Confira a entrevista completa com o jornalista Heródoto Barbeiro:



