A inflação nossa de cada dia

Novabrasil
14:40 29.05.2024
Finanças

A inflação nossa de cada dia

Para ajudar a este seguidor e os leitores da coluna, traço um pequeno resumo das alternativas disponíveis; confira

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- 29.05.2024 - 14:40
A inflação nossa de cada dia
Foto: freepik.com

Imagine trabalhar para economizar e investir, apenas para ver o valor real de seus recursos se erodir com o tempo.

A inflação é uma constante ameaça para todos e isso torna essencial adotarmos uma abordagem proativa para proteger nossas finanças. Por isso, os investidores enfrentam o desafio de preservar o valor do seu dinheiro.

Neste sentido, e como pergunta de estreia da coluna, trazemos a dúvida de um dos meus seguidores: “Hugo, tenho 42 anos e não sei o que fazer para me proteger da inflação. Você pode me dar um caminho?”.

Para ajudar a este seguidor e os leitores da coluna, traço abaixo um pequeno resumo das alternativas disponíveis:

1) Títulos de renda fixa atrelados à inflação:

a. títulos emitidos pelo Governo Federal, dentro do programa Tesouro Direto: a) Tesouro IPCA+, b) Tesouro IPCA+ com juros semestrais, c) Tesouro Renda+ e d) Tesouro Educa+. Cada um deles com suas caraterísticas próprias mas todos pagam ao investidor a correção da inflação oficial, medida pelo IPCA, mais uma taxa de juros adicional.
b. Títulos emitidos por instituições financeiras: aqui encontramos os já conhecidos CDBs, LCIs e LCAs, todos com proteção do FGC, o fundo garantidor de créditos.
c. Títulos emitidos por empresas: neste grupo são elencados títulos menos conhecidos do público em geral como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e as debêntures incentivadas.

2) Fundos de Investimento:

a. não listados: em geral nos referimos aos fundos de crédito privado, que são compostos pelos títulos mencionados no item anterior e trazem consigo a vantagem da diversificação do risco de crédito.
b. listados:
i. ETFs de renda fixa: ETF é uma sigla para a expressão Exchange Traded Fund ou, em português, fundo negociado em Bolsa. Aqui no Brasil eles são negociados na B3. Eles são um tipo de fundo de investimento que replicam o desempenho de um indicador, adotando uma gestão passiva, ou seja, suas carteiras são compostas pelos mesmos ativos na mesma proporção dos componentes do índice a ser seguido. No caso da inflação os principais são os ETFs que replicam os índices de inflação calculados pela ANBIMA como o IMA-B e o IMA-B5+.
ii. fundos imobiliários: é um fundo de condomínio fechado, sem possibilidade de resgate de cotas, que investe em ativos imobiliários. Os FIIs negociados na B3 têm risco de variação do capital, como no mercado de ações, e oferecem renda mensal, similar a títulos de renda fixa. Esta última característica os torna um instrumento de proteção indireta contra a inflação uma vez que grande parte dos contratos de aluguel dos imóveis é pela inflação. Além disso, FIIs podem ter isenção de imposto de renda sobre seus rendimentos para pessoas físicas, desde que cumpram certos requisitos regulatórios.

Com este pequeno resumo, e aproveito para dizer que estou ciente de que isso pode suscitar várias outras dúvidas, espero ter dado uma noção geral do que pode ser feito para se proteger da inflação.

Veja também:

Caso você tenha alguma dúvida sobre investimentos ou finanças pessoais, me envie uma mensagem diretamente pelo meu instagram: @hugodaniel.azevedo.

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