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Seis jornalistas são mortos em ataques de Israel em Gaza
Seis jornalistas são mortos em ataques de Israel em Gaza
Cinco jornalistas eram da Al Jazeera; ONU e imprensa condenaram os ataques e denunciaram a "grave violação do direito internacional
Um ataque israelense no domingo, dia 11, em Gaza, matou seis jornalistas, entre eles cinco profissionais da Al Jazeera, incluindo um correspondente de 28 anos.
O bombardeio atingiu uma tenda de imprensa montada próximo ao hospital Al-Shifa, onde jornalistas se protegiam.
Mas não só al-Sharif morreu, como os correspondentes Mohammed Qreiqeh, 33, e os cinegrafistas Ibrahim Zaher, 25; Mohammed Noufal, 29; e Moamen Aliwa, de 23 anos. E o jornalista freelancer Mohammed Al-Khaldi.
O governo israelense de Benjamin Netanyahu confirmou o ataque, mas acusou Anas al-Sharif de ter ligação com o Hamas.
Entretanto, organizações internacionais e colegas do jornalista contestam a acusação. E classificaram a ação como uma tentativa de silenciar vozes críticas e impedir a cobertura do conflito na região.
Nações Unidas condenam ataques
A Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia (UE) e diversos grupos de defesa da liberdade de imprensa condenaram veementemente o ataque. O Escritório de Direitos Humanos da ONU qualificou a ação como uma grave violação do direito humanitário internacional.
Já a chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que a morte dos jornalistas é inaceitável e reforçou a importância de proteger a imprensa.
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Por um lado, o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) alertou para o padrão de Israel em rotular jornalistas palestinos como militantes sem apresentar provas.
Por outro, este ataque ocorre em meio a uma escalada militar israelense em Gaza, com planos para tomar a cidade, o que provocou críticas internas e internacionais.
Até o momento, mais de 61 mil palestinos já morreram, segundo dados da saúde local. E também há denúncias de bloqueios à entrada de ajuda humanitária.
Por fim, a Al Jazeera ressaltou que o atentado contra sua equipe é uma tentativa de silenciar reportagens que expõem a situação dos palestinos sob as invasões israelense.



