Justiça do Irã nega condenação de morte de manifestante Erfan Soltani

Camilo Mota
09:09 15.01.2026
Giro mundo

Justiça do Irã nega condenação de morte de manifestante Erfan Soltani

País nega acusação feita pelo governo norte-americano, que por sua vez reduziu os tons de ameaça após o Irã ameaçar revidar ações militares

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- 15.01.2026 - 09:09
Justiça do Irã nega condenação de morte de manifestante Erfan Soltani
Justiça do Irã nega condenação de morte de manifestante Erfan Soltani

O judiciário iraniano afirmou nesta quinta-feira, 15 de janeiro, que Erfan Soltani, de 26 anos, não foi condenado à pena de morte. A mídia estatal do país persa divulgou a informação. A declaração contradiz informações repassadas pela família do jovem à ONG Hengaw, que alegava que a suposta execução por enforcamento foi apenas “adiada”.

De acordo com o Judiciário, Soltani responde por conluio contra a segurança interna e propaganda contra o regime. Nas regras do país, alegações estas que não preveem pena de morte. Ele está preso em um presídio de Karaj, nos arredores da capital Teerã. segundo a agência de notícias Reuters.

Por outro lado, a ONG Hengaw afirma que a família havia sido informada de que a sentença era definitiva. Ainda, que o crime atribuído ao manifestante seria “Moharebeh”, termo usado pelo regime e que pode levar à execução. Parentes relatam pressão e ameaças, além da falta de direito à defesa.

Já o caso ganhou repercussão internacional após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu medidas duras caso o Irã executasse manifestantes. Na quarta, 14, no entanto, Trump afirmou ter recebido a informação de que as execuções haviam sido interrompidas.

No entanto, organizações de direitos humanos ligadas aos Estados Unidos estimam que a repressão aos protestos no Irã já deixou mais de 3.400 mortos. O país enfrenta uma onda de manifestações tanto favoráveis quanto contrárias ao regime, que acusa interferência e influência norte-americana.

Veja também:

O Irã tem ligação com Rússia e China no Oriente Médio, uma vez que é apontado como “empecílio” aos interesses e avanços dos Estados Unidos e de Israel na região.

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