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Tudo sobre o Festival Turá 2024

Lívia Nolla
13:36 21.05.2024
Autor

Lívia Nolla

Pesquisadora Musical
Brasilidade

Tudo sobre o Festival Turá 2024

Novabrasil é parceira do evento que será realizado nos dias 29 e 30 de junho, no Parque do Ibirapuera

Lívia Nolla - 21.05.2024 - 13:36
Tudo sobre o Festival Turá 2024
Alcione. Foto: Divulgação

Nos dias 29 e 30 de junho deste ano, o Parque do Ibirapuera – em São Paulo – recebe a terceira edição do Festival Turá, com uma programação 100% nacional, que fomenta e divulga a pluralidade da cultura brasileira. 

E a Novabrasil – é claro! – é uma das parceiras deste super evento musical!

Entre as atrações que passam pelo palco do Festival Turá no sábado, dia 29, estão nomes como Chitãozinho & Xororó; Chico César junto com Zeca Baleiro; Filipe Catto; e também a banda Nação Zumbi, celebrando os 30 anos do álbum Da Lama Ao Caos.

Já no domingo, dia 30, o festival conta com outros nomes de peso, como Djavan; Alcione; Adriana Calcanhotto convida Rubel; e Assucena.

Com shows de vários outros artistas e também DJs de diferentes regiões do Brasil, além de um cardápio que levará o público a uma viagem pelo país, o Turá tem início às 11h da manhã, tanto no sábado, quanto no domingo. 

Sobre as atrações

Aqui na Novabrasil, nós sempre celebramos a cultura do nosso país e a música popular brasileira de cada um dos cantos desse Brasil. E, para esquentar os motores para o Turá, vamos relembrar alguns conteúdos especiais produzidos pela Novabrasil, sobre algumas das atrações que passarão pelo palco do Festival deste ano.

Djavan e Alcione, por exemplo, estão entre os 50 homenageados do Acervo MPB, série original Novabrasil, de áudio-biografias que contam a história da vida e obra de grandes nomes da música popular brasileira.

Alcione | Foto: Vinicius Mochizuki (Site oficial da artista)

Saiba mais sobre a vida e a obra de Alcione

Uma das maiores potências musicais que este Brasil já viu, Alcione possui mais de 50 anos de carreira, com mais de 40 álbuns lançados e mais de 8 milhões de discos vendidos pelo mundo.

Com seu timbre inconfundível, voz potente, carisma gigantesco, presença de palco marcante, a cantora é conhecida, prestigiada e premiada no Brasil e no exterior.

Conhecida como uma das nossas Rainhas do Samba, Alcione chegou a ser chamada – junto com Beth Carvalho e Clara Nunes – de ABC do Samba. Dona de uma das vozes mais incríveis do Brasil, a Marrom – apelido da cantora, compositora e multi-instrumentista maranhense – já se apresentou em mais de 30 países, cantando seus sucessos, que vão dos sambas às canções românticas.

Seu pai foi mestre da banda da Polícia Militar do Maranhão, compositor, professor de música e entusiasta do bumba-meu-boi e foi com ele que Alcione aprendeu – ainda criança – a tocar diversos instrumentos de sopro, como trompete e clarinete.

Aos 12 anos, fez sua primeira apresentação, cantando na Orquestra regida pelo pai. Formou-se professora primária em sua cidade e chegou a lecionar por dois anos, quando foi demitida por ensinar seus alunos a tocar trompete.

Depois disso, passou a se dedicar à música de forma mais intensa e exclusiva, apresentando-se na TV do Maranhão e em bares e boates de seu estado, até que – em 1967 – mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou definitivamente a sua carreira artística. 

Começou cantando no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana. Logo, destacou-se nos programas da TV Excelsior e fez sua primeira turnê internacional, passando dois anos na Europa. 

De volta ao Brasil, em 1972, sua carreira despontou de vez. Alcione gravou alguns compactos, até lançar – em 1975 – o seu primeiro disco: A Voz do Samba, que já trouxe um dos maiores hits de sua carreira: Não Deixe o Samba Morrer (de Édson Conceição e Aloísio).

Alcione em 1982 | Imagem: Divulgação (Site oficial da cantora)

Em 1977, do álbum Pra Que Chorar – com destaque para a faixa-título, de Baden Powell e Vinicius de Moraes – vendeu 400 mil cópias e consagrou-a como uma cantora nacionalmente conhecida. E desde então, Alcione não parou mais de lançar um sucesso atrás do outro.

Outras canções de muito destaque na voz poderosa da Marrom, são, por exemplo: A Loba; Você me Vira a Cabeça (Me Tira do Sério); Meu Ébano; Juízo Final; A Voz do Morro; Estranha Loucura; Gostoso Veneno; Sufoco; entre outras.

Sua relação de amor com a Estação Primeira de Mangueira começou em 1974 e, desde então, Alcione também é membro destacado da escola de samba. 

Em 1987, a cantora fundou a escola de samba mirim da Mangueira – Grêmio Recreativo Cultural Mangueira do Amanhã, da qual é Presidente de Honra – e o Centro de Arte da Mangueira (Mangueirarte). 

Em 1989, participou – ao lado de João Nogueira, Clara Nunes, Martinho da Vila, Dona Ivone Lara e tantos outros sambistas – da fundação do Clube do Samba. 

Vencedora de um Grammy Latino, Alcione possui em sua galeria com mais de 350 troféus, títulos e honrarias nacionais e internacionais, como por exemplo: Personalidade Negra das Artes (concedido pelo Conselho Internacional de Mulheres) e A Voz da América Latina (concedido pela ONU).

Clique aqui, e confira o Acervo MPB Especial Alcione completo.

Alcione se apresenta no Festiva Turá no dia 30 de junho de 2024.

Djavan | Foto: Divulgação (Site oficial do artista)

Saiba mais sobre a vida e a obra de Djavan

Djavan é um dos maiores artistas da história da música popular brasileira de todos os tempos, reconhecido nacional e internacionalmente.

Cantor, compositor, arranjador, produtor musical, empresário e violonista, ele influencia uma geração de artistas e passeia por diversos estilos musicais com maestria, tendo em seu trabalho influências do jazz, do blues, do samba e da música flamenca.

Explorador do som das palavras, das imagens inusitadas, da variedade rítmica, das brincadeiras com andamentos, melodias fora dos padrões e riqueza harmônica, Djavan é um artista único.

Do suingue ao blues, ele trafega pelas baladas e por sua personalíssima forma de fazer samba, mantendo sempre sua característica mão direita ao violão, inspirado na vida cotidiana para enriquecer suas letras.

Alagoano de família bastante humilde, Djavan acompanhava desde menino sua mãe nas suas idas à beira do rio, onde ela lavava roupa enquanto puxava um canto bonito, em que distribuía as vozes com suas colegas lavadeiras. Sem saber, tinha ali suas primeiras lições de música.

Com a mãe, escutava os cantores do rádio como Orlando Silva, Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e também prestava muita atenção naquela música que ouvia nas ruas e feiras de Maceió.

Aprendeu violão sozinho e quase seguiu carreira como jogador de futebol, antes de decidir-se pela música, quando ia à casa de um amigo de escola, cujo pai possuía um poderoso equipamento de som e uma coleção imensa de discos, onde pôde conhecer de Bach e Beethoven aos gênios inventivos do jazz, como Miles Davis e John Coltrane; e também o canto negro de Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday; além de descobrir toda a tradição musical brasileira.

Aos 18 anos, Djavan passou a animar bailes da sua cidade. Não demorou pra ele sentir necessidade de compor suas próprias músicas. Aos 23 anos, Maceió já era pequena para o seu sonho de ser cantor, e o alagoano se muda para o Rio de Janeiro, para tentar a sorte no mercado musical. 

Djavan | Foto: Reprodução (Site oficial do artista)

Depois de um início difícil, teve o talento percebido e se tornou crooner de boates famosas. A partir daí, passou a cantar nas trilhas sonoras de novelas, até que, em 1975, a sua interpretação da canção Alegre Menina, de Dori Caymmi e Jorge Amado, tornou-se um grande sucesso da novela Gabriela, da Rede Globo, fazendo com que a voz de Djavan se tornasse conhecida, antes mesmo de sua imagem. 

Em três anos, entre 1972 e 75, nas horas vagas do microfone, Djavan compôs mais de 60 músicas, de variados gêneros. Com uma delas, o samba Fato Consumado, ele ficou em segundo lugar no Festival Abertura, realizado pela TV Globo, em 1975.

Com essa conquista, Djavan tornou-se ainda mais reconhecido em todo o Brasil e lançou o seu primeiro disco: A Voz, o Violão, a Música de Djavan, em 1976. Desde então, tornou-se um dos artistas brasileiros mais importantes de todos os tempos, lançando um hit atrás do outro com sua inventividade e originalidade. 

Entre seus inúmeros grandes sucessos, estão as canções como, por exemplo: Flor de Lis; Serrado; Álibi; Lilás; Meu Bem Querer; Samurai; Luz; Seduzir;Faltando um Pedaço; Oceano, Sina, Pétala, Açaí, Esquinas, Asa, Topázio, Cigano, Linha do Equador, Boa Noite, Se,  Outono, Nem Um Dia,  Eu Te Devoro, Um Amor Puro, Acelerou, Azul, Milagreiro, Vesúvio e Solitude, entre tantas outras.

Vencedor de 3 Grammy Latinos, nas suas viagens musicais pelo mundo, Djavan teve dois encontros fundamentais, uma espécie de reencontro com suas próprias origens. O primeiro foi com a Espanha, as influências árabes, ciganas, da música flamenca e da grande arquitetura de Gaudí

Depois, com a África, mais especialmente durante uma turnê em Angola, onde – ao conhecer o ritmo local ele parece ter descoberto uma forma musical ancestral – não por acaso, em homenagem a esse encontro, ele batizou sua produtora, selo e gravadora criados em 2004 de Luanda (nome da capital da Angola) Records.

Clique aqui, e confira o Acervo MPB Especial Djavan completo.

Djavan se apresenta no Festiva Turá no dia 30 de junho de 2024.

Outras Atrações do Festival Turá 

Outras atrações do Festival Turá 2024 que já receberam um espaço especial aqui nos conteúdos exclusivos da Novabrasil foram:

Nação Zumbi | Foto: Lucas Lima

Nação Zumbi

Um pouco da história da banda, de seu fundador – o grande Chico Science – do movimento do Manguebeat, e de uma de suas músicas mais importantes – A Praieira – foram contadas nesta matéria especial sobre o artista, publicada do dia em que o pernambucano completaria 58 anos, em 13 de março de 2024.

A banda Nação Zumbi se apresenta no Festival Turá no dia 29 de junho de 2024.

Chico César © Ana Lefaux
Chico César | Foto: Ana Lefaux

Chico César

Chico César recebeu uma homenagem pra lá de especial da Novabrasil recentemente, no dia em que completou 60 anos, em 26 de janeiro de 2024.

Na matéria completa, você encontra informações sobre o início da carreira, o auge do sucesso nacional e internacional e os principais feitos e hits do artista pernambucano, que se apresenta do Festival Turá 2024 no sábado, dia 29, ao lado do amigo Zeca Baleiro.

Zeca Baleiro — Foto: Silvia Zamboni / Divulgação
Zeca Baleiro — Foto: Silvia Zamboni / Divulgação

Zeca Baleiro

Se apresentando no Turá no dia 29, ao lado do amigo Chico César, o maranhenseZeca Baleiro foi homenageado recentemente pela Novabrasil, quando completou 58 anos, e nós relembramos 05 de suas principais parcerias na música, inclusive a que forma com Chico César.

Vale lembrar queZeca Baleiro também esteve no palco do Festival Novabrasil 2022, em um show inesquecível ao lado de outro parceiro seu: Vinícius Cantuária. Vale a pena conferir!

Rubel e Adriana Calcanhotto | Foto: Sillas H / Divulgação

Adriana Calcanhotto e Rubel

No domingo, 30 de junho, mesmo dia em que o Festival Turá recebe as lendas Alcione e Djavan, outra musa da nossa MPB sobe ao palco do Ibirapuera: Adriana Calcanhotto. 

A cantora, compositora, instrumentista, arranjadora, ilustradora, escritora, professora e produtora musical nascida em Porto Alegre, convida Rubel para um show especial. 

Esse encontro também já aconteceu no Sambódromo do Anhembi, no palco do Festival Novabrasil 2022, e foi incrível!

Aqui, separamos uma matéria sobre o aniversário de 58 anos de Calcanhotto, celebrados pela Novabrasil em outubro do último ano, e também uma sobre o recente aniversário de Rubel, em que contamos a história da carreira do cantor e compositor nascido em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, e de seu grande hit Quando Bate Aquela Saudade.

Assucena | Foto: Divulgação

Assucena

A cantora, compositora e atriz baiana Assucena, tornou-se também apresentadora no último ano, quando esteve a frente de uma das temporadas do programa Sons da Nova, na Faixa das Dez da Novabrasil.

Mas, antes disso, ela deu uma entrevista incrível para a Lívia Nolla no programa Vitrine, que apresenta as novidades da música brasileira contemporânea. Vale a pena conferir.

Assucena também sobe ao palco no segundo dia de Festival Turá, domingo, 30 de junho.

Gostou do nosso esquenta para o Turá 2024?

Os ingressos do Festival podem ser adquiridos no site oficial do evento, tanto para um dia só, como o passaporte para os dois dias de Turá!

Vamo misturá?

por Lívia Nolla

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