Hoje, aqui no Brasil com S, a gente fala sobre o Acarajé! 

Na sua gamela

Tem molho e cheiroso 

Pimenta da costa

Tem acarajé

Ô acarajé é cor 

Ô la lá io 

Vem benzer 

Tá quentinho 

Todo mundo gosta de acarajé 

Mas o trabalho que dá pra fazer é que é

Dorival Caymmi

A origem do Acarajé

Já contamos por aqui a história do Vatapá, prato típico da cozinha afro-brasileira, que foi trazido à Bahia por intermédio dos Iorubás, feito com peixe ou camarão, fubá, azeite de dendê e pimenta malagueta e que possui uma cor amarelada e consistência cremosa.

Pois bem. O Vatapá é utilizado para rechear outro quitute afro-brasileiro, muito característico da culinária baiana, também trazido ao Brasil pelos Iorubás escravizados, conhecido e famoso no mundo inteiro: o Acarajé!

No continente africano, o Acarajé é conhecido como akara (que significa “bola de fogo”, e je, significa “comer”), e – especificamente no norte da Nigéria – é também chamado de kosai. O quitute faz parte do café da manhã nigeriano. Já em Gana, a iguaria é mais conhecida como koose.

Receita 

Trata-se de um bolinho feito de massa de feijão-fradinhocebola e sal, e frito em azeite de dendê.

Ele é servido comumente em barraquinhas de rua, mas também em restaurantes dos mais variados estilos, é acompanhado de vatapá, pimenta, camarão seco, caruru (um cozido de quiabos, também de origem africana), e – em alguns casos – vinagrete.

Quem já foi à Bahia e não provou, não sabe o que está perdendo!

Aliás, você não precisa nem mais estar na Bahia para comer o quitute, pois diversos estados brasileiros já incorporaram o quitute aos seus cardápios e o servem em seus restaurantes. A fama do Acarajé ganhou o mundo e muitos estrangeiros chegam ao Brasil querendo experimentar o nosso queridinho da Bahia!

O acarajé vem, geralmente, recheado com Vatapá | Foto: Sabor na Mesa.

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