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Jorge Aragão: nosso vovô, nosso mestre, nossa referência eterna dos palcos
Revista Raça
Colunista
Jorge Aragão: nosso vovô, nosso mestre, nossa referência eterna dos palcos
A poesia, o carisma e o legado de um dos maiores sambistas da história brasileira
Jorge Aragão ocupa um lugar que poucos artistas conseguem alcançar: ele é, ao mesmo tempo, ícone, mestre, amigo, referência e afeto coletivo. É impossível pensar em samba sem pensar nele. É impossível falar de música brasileira sem que seu nome venha à mente. Em 2025, mais uma vez, Aragão reafirma sua importância na cultura nacional não apenas como sambista, mas como símbolo de elegância, generosidade e resistência.
Chamado carinhosamente de “vovô”, o termo não diminui sua grandiosidade ao contrário, o transforma em figura de pertencimento, cuidado e tradição. Aragão é aquele artista que uniu gerações, que tocou de rodas de samba ao Carnaval, de pagodes de fundo de quintal a grandes palcos internacionais. Sua obra é tão vasta quanto acessível: fala de amor, cotidiano, dor, humor, celebração e ancestralidade.
Clássicos como “Coisa de Pele”, “Eu e Você Sempre”, “Malandro”, “Enredo do Meu Samba”, “Papel de Pão” e tantos outros formam uma espécie de Bíblia do samba romântico e reflexivo. Sua capacidade de transformar sentimentos simples em poesia sofisticada o coloca ao lado dos maiores compositores da história da MPB.
Além da música, há o Aragão humano: o artista que apoia jovens talentos, que se envolve em causas sociais, que valoriza a tradição sem deixar de dialogar com o contemporâneo. Sua presença gentil, sua fala calma e seu sorriso fácil o transformam em um porto seguro para quem ama a boa música.
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Jorge Aragão é, definitivamente, construção afetiva. Ele é avô musical de milhões.
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