“IBEJADA” mergulha na simbologia de Íbéjì, orixá que simboliza a infância, alegria e dualidade

Miúdos e Melodias
10:10 17.10.2025
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“IBEJADA” mergulha na simbologia de Íbéjì, orixá que simboliza a infância, alegria e dualidade

Hoje, amanhã e domingo, espetáculo teatral ocupa o Sesc Avenida Paulista, em São Paulo

Avatar Fabiane Pereira
- 17.10.2025 - 10:10
“IBEJADA” mergulha na simbologia de Íbéjì, orixá que simboliza a infância, alegria e dualidade
Foto: Divulgação.

Hoje, amanhã e domingo, o Núcleo Ajeum – grupo paulistano conhecido por criações coreográficas que exploram as estéticas e cosmovisões negras – apresenta o espetáculo “IBEJADA” no Sesc Avenida Paulista, na Bela Vista (próximo da Estação Brigadeiro do Metrô). Os ingressos custam a partir de R$ 15 e podem ser adquiridos no site ou nas bilheterias do Sesc SP.  

“IBEJADA” mergulha na simbologia de Íbéjì, divindade iorubá que representa a dualidade, a infância, a irmandade e a alegria como fundamentos da vida. A obra convida o público a uma travessia coreográfica entre o real e o imaginário, onde a ludicidade das infâncias dos intérpretes-criadores encontra as tensões do mundo adulto e coletivo.

Foto: Divulgação.

Com direção, concepção e coreografia de Djalma Moura, o espetáculo flerta com uma espécie de realismo fantástico, um mundo imaginado fantasioso, propondo uma narrativa espiral que se reinventa em cada cena, como um rio que muda de curso, como uma floresta que se revela a cada passo.

A montagem investiga as dualidades da vida e a ideia de completude por meio da relação entre opostos, misturando gestos concretos e elementos imaginativos, onde cada artista é reflexo do outro. A irmandade é o fio condutor da cena, desafiando os corpos a se questionar a todo momento formas de estar e chegar junto ao seu “irmão” em cada travessia coreográfica.

A dramaturgia de Jhonny Salaberg propõe uma linguagem poética que toca as fronteiras entre realidade e delírio, com momentos de transe físico e emocional. A pesquisa orientada por Bruno Garcia Onifadé mergulha nas facetas de Íbéjì — divindade que brinca, cura, ameaça e anuncia — como forças geradoras de movimento, reflexão e encontro.

Veja também:

Na cenografia, concebida em parceria com Christopher Silva, Djalma Moura sugere uma ponte entre as artes plásticas, inventando um espaço ritual com a paisagem do trabalho, onde a presença dos corpos e suas histórias se torna paisagem viva.

Se você mora em São Paulo ou está na cidade a passeio, pega essa dica.

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