Morre, aos 59 anos, Paulo Faria, fundador da Cia Pessoal do Faroeste

Luciano Borborema
11:43 18.09.2024
Arte e cultura

Morre, aos 59 anos, Paulo Faria, fundador da Cia Pessoal do Faroeste

Entre os sucessos da Pessoal do Faroeste estão a trilogia "Cine Camaleão" (2012), "Homem Não Entra" (2013) e "Luz Negra" (2014), peças que tiveram Mel Lisboa no elenco

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- 18.09.2024 - 11:43
Morre, aos 59 anos, Paulo Faria, fundador da Cia Pessoal do Faroeste
Paulo Faria é um dos grandes nomes da cena teatral brasileira — Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A cena teatral de São Paulo está de luto. Paulo Faria, um dos fundadores da Cia Pessoal do Faroeste, morreu na madrugada desta terça-feira (17), aos 59 anos, na Ilha do Mosqueiro, distrito de Belém, no Pará, onde morava desde 2022 após mais de 30 anos de presença marcante na capital paulista.

O irmão mais velho do escritor e diretor, Lúcio Flávio Pinto, disse que Paulo foi encontrado morto na casa em que morava com seus cães e gatos. A causa da morte não foi divulgada.

  • Carreira

Faria foi autor, diretor e figurinista durante dez anos em sua cidade natal antes de mudar para São Paulo, na década de 1990.

Cursou letras na USP (Universidade de São Paulo) e teve uma trajetória teatral premiada e reconhecida na capital paulista, mas não livre das dificuldades do ofício.

Fundada em janeiro de 1998, a Pessoal do Faroeste teve como sede um sobrado na rua do Triunfo, na Luz, região da cracolândia em São Paulo também conhecida como Boca do Lixo.

Liderado por Faria, o grupo realizou trabalhos cênicos que refletiam momentos históricos brasileiros e fez pesquisas dedicadas ao entorno da estação da Luz, uma região que já foi polo do cinema brasileiro, símbolo da chanchada e hoje é tomada pela cracolândia. A companhia também realizava ações sociais, como oficinas de arte e distribuição de cestas básicas.

Veja também:

Entre os sucessos da Pessoal do Faroeste estão a trilogia “Cine Camaleão” (2012), “Homem Não Entra” (2013) e “Luz Negra” (2014), peças que tiveram Mel Lisboa no elenco.

Nos últimos anos, Faria publicava crônicas no blog do irmão e escreveu o livro “Arigós: aconteceu na Amazônia”, o primeiro dos três que estavam em seus planos após a volta a Belém, entre eles uma autobiografia.

  • Prêmios

O diretor tinha orgulho dos prêmios recebidos ao longo da trajetória, entre eles o Shell Inovação pela ocupação na região da cracolândia e reconhecimentos na área de direitos humanos pela Assembleia Legislativa e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

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