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Morre, aos 59 anos, Paulo Faria, fundador da Cia Pessoal do Faroeste
Morre, aos 59 anos, Paulo Faria, fundador da Cia Pessoal do Faroeste
Entre os sucessos da Pessoal do Faroeste estão a trilogia "Cine Camaleão" (2012), "Homem Não Entra" (2013) e "Luz Negra" (2014), peças que tiveram Mel Lisboa no elenco
A cena teatral de São Paulo está de luto. Paulo Faria, um dos fundadores da Cia Pessoal do Faroeste, morreu na madrugada desta terça-feira (17), aos 59 anos, na Ilha do Mosqueiro, distrito de Belém, no Pará, onde morava desde 2022 após mais de 30 anos de presença marcante na capital paulista.
O irmão mais velho do escritor e diretor, Lúcio Flávio Pinto, disse que Paulo foi encontrado morto na casa em que morava com seus cães e gatos. A causa da morte não foi divulgada.
- Carreira
Faria foi autor, diretor e figurinista durante dez anos em sua cidade natal antes de mudar para São Paulo, na década de 1990.
Cursou letras na USP (Universidade de São Paulo) e teve uma trajetória teatral premiada e reconhecida na capital paulista, mas não livre das dificuldades do ofício.
Fundada em janeiro de 1998, a Pessoal do Faroeste teve como sede um sobrado na rua do Triunfo, na Luz, região da cracolândia em São Paulo também conhecida como Boca do Lixo.
Liderado por Faria, o grupo realizou trabalhos cênicos que refletiam momentos históricos brasileiros e fez pesquisas dedicadas ao entorno da estação da Luz, uma região que já foi polo do cinema brasileiro, símbolo da chanchada e hoje é tomada pela cracolândia. A companhia também realizava ações sociais, como oficinas de arte e distribuição de cestas básicas.
Veja também:
Entre os sucessos da Pessoal do Faroeste estão a trilogia “Cine Camaleão” (2012), “Homem Não Entra” (2013) e “Luz Negra” (2014), peças que tiveram Mel Lisboa no elenco.
Nos últimos anos, Faria publicava crônicas no blog do irmão e escreveu o livro “Arigós: aconteceu na Amazônia”, o primeiro dos três que estavam em seus planos após a volta a Belém, entre eles uma autobiografia.
- Prêmios
O diretor tinha orgulho dos prêmios recebidos ao longo da trajetória, entre eles o Shell Inovação pela ocupação na região da cracolândia e reconhecimentos na área de direitos humanos pela Assembleia Legislativa e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
